Páginas

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Há coisas que o dinheiro não consegue comprar


O dinheiro é importante. Negar isso seria ingenuidade.Precisamos dele para alimentação, moradia, educação, saúde e tantas outras necessidades. O problema começa quando transformamos uma ferramenta em um objetivo.

Vivemos em uma sociedade que frequentemente sugere que seremos felizes quando tivermos determinada coisa. Um carro melhor. Uma casa maior. Uma viagem. Um celular novo. Uma conta bancária maior. E então passamos a vida perseguindo o próximo degrau.

Mas existe uma pergunta que precisamos fazer: Quanto é suficiente? Porque se não soubermos responder, provavelmente nunca teremos o suficiente.

Jesus perguntou: “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Marcos 8.36). É uma pergunta desconcertante. Porque podemos ganhar muitas coisas e perder justamente aquelas que realmente importam. Podemos ganhar dinheiro e perder a família. Ganhar status e perder a paz. Ganhar reconhecimento e perder a humildade. Ganhar bens e perder o tempo. Ganhar o mundo e perder a própria alma.

Há coisas que o dinheiro compra. Mas há coisas que dinheiro nenhum consegue comprar. Não compra uma infância de volta. Não compra confiança. Não compra perdão. Não compra um casamento saudável. Não compra uma amizade verdadeira. Não compra cinco minutos de uma conversa que deixamos de ter. Não compra a paz de uma consciência limpa. E não compra a eternidade.

Por isso, talvez a pergunta mais importante não seja: “Quanto eu tenho?” Mas: “O que aquilo que tenho está fazendo comigo?” Porque possuir dinheiro não é necessariamente um problema. O problema é quando aquilo que possuímos começa a nos possuir.


quinta-feira, 27 de agosto de 2026

O perigo de comparar a nossa vida com a vida dos outros

 


Existe uma comparação particularmente injusta que fazemos com frequência.

Pegamos os bastidores da nossa vida e comparamos com a vitrine da vida de outra pessoa. Nós conhecemos nossas dificuldades, nossos medos, nossas falhas, nossas contas, nossas inseguranças e nossos dias ruins.

Do outro lado, muitas vezes enxergamos apenas aquilo que alguém decidiu mostrar. E então pensamos: "Por que a minha vida não é assim?"

As redes sociais potencializaram esse problema. Vemos viagens, casas bonitas, famílias sorrindo, conquistas profissionais, corpos perfeitos, restaurantes, carros, aniversários e momentos cuidadosamente selecionados. Poucas pessoas publicam a madrugada de preocupação. A discussão do casal. A conta que não conseguiram pagar. A insegurança. O fracasso. O medo. O resultado é que podemos começar a acreditar que todo mundo está vivendo melhor do que nós.

Mas a vida não funciona assim. Jesus contou uma parábola sobre dois homens que foram ao templo orar. Um deles olhava para o outro e se considerava superior. O problema daquele homem não era apenas sua arrogância. Era também o fato de que ele precisava olhar para outra pessoa para determinar o seu próprio valor.

Nossa identidade não pode depender de comparação. Sempre haverá alguém com mais dinheiro. Alguém mais bonito. Alguém mais jovem. Alguém mais inteligente. Alguém mais bem-sucedido. E também haverá alguém olhando para nós e pensando exatamente a mesma coisa. A comparação rouba a gratidão porque nos faz olhar continuamente para aquilo que não temos.

A Bíblia nos ensina outro caminho: contentamentoContentamento não significa acomodação. Significa aprender a reconhecer a bondade de Deus mesmo enquanto continuamos crescendo.

Talvez hoje você precise parar de perguntar: "Por que eu não tenho a vida daquela pessoa?" E começar a perguntar: "O que Deus me confiou nesta vida e o que estou fazendo com isso?" Essa é uma pergunta muito mais saudável.

Porque Deus não nos chamou para viver a vida de outra pessoa. Ele nos chamou para sermos fiéis na vida que nos confiou.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Quando foi que conversar ficou tão difícil?

 


Nós nunca tivemos tantos meios de comunicação como temos hoje.

Podemos conversar com alguém do outro lado do mundo em poucos segundos.

Podemos mandar mensagens, áudios, fotos e vídeos.

Podemos fazer chamadas de vídeo e acompanhar praticamente em tempo real aquilo que acontece com pessoas que estão muito distantes.

Estamos mais conectados do que qualquer geração anterior.

Mas existe uma pergunta incômoda:

Será que estamos realmente mais próximos?

Talvez você já tenha experimentado esta cena: várias pessoas sentadas à mesma mesa, cada uma olhando para a própria tela.

Fisicamente juntas.

Emocionalmente distantes.

Conversar exige uma coisa que o mundo moderno parece estar nos ensinando a evitar: atenção.

Uma conversa verdadeira exige que eu pare o que estou fazendo para ouvir alguém.

Exige paciência.

Exige disposição para ouvir aquilo que talvez eu não queira ouvir.

E exige humildade.

Talvez por isso seja tão mais fácil mandar uma mensagem do que sentar diante de alguém e conversar.

Na mensagem podemos apagar.

Editar.

Ignorar.

Responder quando quisermos.

Mas diante de uma pessoa precisamos lidar com ela.

A Bíblia apresenta algo muito interessante em Tiago:

"Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar." (Tiago 1.19)

Talvez nossa sociedade precise reaprender justamente isso: ouvir.

Ouvir os filhos.

Ouvir o cônjuge.

Ouvir os pais.

Ouvir um amigo.

Ouvir alguém que está sofrendo.

E, principalmente, aprender a ouvir antes de tentar responder.

Há pessoas que não precisam imediatamente de uma solução.

Precisam apenas descobrir que alguém está disposto a ficar ao lado delas.

Talvez uma das melhores coisas que você possa fazer hoje seja desligar o celular por alguns minutos e perguntar a alguém:

"Como você realmente está?"

E depois fazer algo ainda mais difícil:

ficar em silêncio e ouvir a resposta.

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Estamos vivendo ou apenas passando os dias?


Há uma diferença enorme entre viver e simplesmente passar pelos dias.

Acordamos, trabalhamos, resolvemos problemas, respondemos mensagens, fazemos compras, pagamos contas, cuidamos da casa, acompanhamos as notícias, assistimos a alguma coisa antes de dormir e, quando percebemos, mais um dia terminou.

Depois vem outro.

E outro.

E outro.

A vida moderna tem uma característica curiosa: conseguimos preencher praticamente cada minuto do nosso dia, mas isso não significa necessariamente que estamos vivendo bem.

Podemos estar ocupadíssimos e, ainda assim, profundamente vazios.

Talvez uma das perguntas mais importantes que uma pessoa possa fazer seja: "Para onde a minha vida está indo?"

Porque existe uma grande diferença entre ter uma agenda cheia e ter uma vida cheia de significado.

Às vezes, passamos tanto tempo tentando construir o futuro que esquecemos de viver o presente. Trabalhamos pensando nas próximas férias. Economizamos pensando em um dia em que finalmente teremos tempo. Corremos atrás de determinadas conquistas imaginando que, quando chegarmos lá, então poderemos descansar.

Mas o problema é que o "lá" nunca chega.

Sempre existe uma próxima coisa.

Uma próxima conta.

Um próximo objetivo.

Uma próxima preocupação.

E os anos passam.

Moisés fez uma oração que continua extremamente atual: "Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos corações sábios" (Salmo 90.12).

Observe que ele não pede simplesmente que Deus dê mais dias.

Ele pede sabedoria para contá-los.

Contar nossos dias não significa ficar obcecado com a passagem do tempo. Significa reconhecer que a vida é um presente e que cada dia possui valor.

Talvez hoje seja um bom dia para diminuir um pouco o ritmo.

Conversar com alguém sem olhar para o celular.

Sentar à mesa com a família.

Fazer uma oração com calma.

Agradecer a Deus por aquilo que normalmente passa despercebido.

Perceber que ainda estamos aqui.

A vida não é apenas aquilo que acontece quando finalmente terminamos todas as nossas obrigações.

A vida está acontecendo agora.

E talvez uma das maiores sabedorias seja aprender a perceber isso antes que os melhores anos tenham passado.

sexta-feira, 28 de junho de 2024

JESUS SEGUE JUNTO NA NOSSA CAMINHADA

 



Quando criança, lembro de minha mãe me levar pra visitar os parentes. Tios, algum irmão, amigas dela. Íamos sempre a pé.

Nessas caminhadas sempre tinham desafios ou alguma surpresa, pelo menos para uma criança.

Os desafios podiam ser: sol, chuva, frio, calor, pinguela, subidas, descidas. As surpresas: um carro diferente passando, passarinhos, sons, cores do dia ou da noite. Mas cada caminhada era única.

Na nossa vida, é inevitável que vejamos a nossa jornada como uma caminhada. Às vezes a caminhada vai ser tranquila, agradável, engraçada, prazerosa; será tão boa que nem percebemos que chegamos. Às vezes a caminhada será árdua, complexa, dolorosa e sem compreendermos o porquê de tanta dificuldade. 

Seja qual for a característica da caminhada, Deus sempre está junto. O Salmo 23 diz que Ele é o pastor que conduz suas ovelhas. Isso quer dizer que o Senhor vai à frente mostrando onde tem sustento e descanso. Mas, às vezes passamos por vales difíceis e o que o Bom Pastor faz? Ele vem ao lado, ainda mais perto, tão perto que podemos falar pra ele diretamente: "Tu estás comigo!" E temos a garantia de seu conforto e proteção.

Ele está conosco na nossa caminhada da vida. Nunca abandona. Nunca nos deixa sem cuidados. Nem sempre explica os desafios da caminhada, mas nunca nos deixa passar sozinhos, sempre está junto.

Vamos descansar em Jesus. Ele é quem refrigera a nossa alma. Ele é quem nos sustenta integralmente. Ele é quem guia. Ele é quem está ao lado. Ele é quem faz com que a caminhada seja boa, mesmo que seja difícil. Ele é quem garantiu sua proteção e cuidado. Quando perguntamos: "Por que?!" Ele vira pra nós e diz: "Está tudo bem! Eu estou com você!"

Rev. Natanael Moraes

quarta-feira, 26 de junho de 2024

A PORTA SEMPRE ESTÁ ABERTA



Nesse momento estou na sala de espera em frente do Centro Cirúrgico de um grande hospital. Atrás tem uma capela. Pequena, aconchegante, simples e bem zelada. Em momentos de espera, angústia, e decisões dos acompanhantes, ter um lugar assim traz alívio e possibilidade de conversas intensas com o Senhor.

O que me chamou a atenção, é que a porta da capela tem alça, mas não fechadura (penso que seja comum às capelas, mas nunca tinha parado para refletir). Ou seja, para quem quiser, para quem precisar, a capela está sempre aberta.

Isso representa muito bem quantas vezes Jesus disse que ele está sempre por perto, cuidando oferecendo sua salvação e paz. Ele disse que é o bom pastor, por isso suas ovelhas podem ir e achar sustento e descanso. Ele é a fonte de águas vivas, por isso sedentos podem ir a Ele e nunca mais terão sede. Ele é o pão do céu,  por isso famintos podem ir até Ele e nunca mais terão fome. Ele é a porta, quem precisa de direção, descanso, alívio, segurança, alento, conforto, podem ir até Ele.

Jesus se achegou e é possível ouvir dele: "Pode chegar! A porta está aberta!"


Rev. Natanael Moraes

sexta-feira, 3 de maio de 2024

Muito, por oração

A Carta de Tiago diz: "Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo."

Podemos expressar nossos sentimentos, nos apropriar do perdão e, mesmo sendo humanos, falar com Deus!!

Ouça essa mensagem sobre o privilégio de orarmos e sermos ouvido por Deus.