Nós nunca tivemos tantos meios de comunicação como temos hoje.
Podemos conversar com alguém do outro lado do mundo em poucos segundos.
Podemos mandar mensagens, áudios, fotos e vídeos.
Podemos fazer chamadas de vídeo e acompanhar praticamente em tempo real aquilo que acontece com pessoas que estão muito distantes.
Estamos mais conectados do que qualquer geração anterior.
Mas existe uma pergunta incômoda:
Será que estamos realmente mais próximos?
Talvez você já tenha experimentado esta cena: várias pessoas sentadas à mesma mesa, cada uma olhando para a própria tela.
Fisicamente juntas.
Emocionalmente distantes.
Conversar exige uma coisa que o mundo moderno parece estar nos ensinando a evitar: atenção.
Uma conversa verdadeira exige que eu pare o que estou fazendo para ouvir alguém.
Exige paciência.
Exige disposição para ouvir aquilo que talvez eu não queira ouvir.
E exige humildade.
Talvez por isso seja tão mais fácil mandar uma mensagem do que sentar diante de alguém e conversar.
Na mensagem podemos apagar.
Editar.
Ignorar.
Responder quando quisermos.
Mas diante de uma pessoa precisamos lidar com ela.
A Bíblia apresenta algo muito interessante em Tiago:
"Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar." (Tiago 1.19)
Talvez nossa sociedade precise reaprender justamente isso: ouvir.
Ouvir os filhos.
Ouvir o cônjuge.
Ouvir os pais.
Ouvir um amigo.
Ouvir alguém que está sofrendo.
E, principalmente, aprender a ouvir antes de tentar responder.
Há pessoas que não precisam imediatamente de uma solução.
Precisam apenas descobrir que alguém está disposto a ficar ao lado delas.
Talvez uma das melhores coisas que você possa fazer hoje seja desligar o celular por alguns minutos e perguntar a alguém:
"Como você realmente está?"
E depois fazer algo ainda mais difícil:
ficar em silêncio e ouvir a resposta.

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