Páginas

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Quando ninguém percebe que você está cansado

 


A pessoa continua trabalhando, conversando, sorrindo, cumprindo seus compromissos e fazendo aquilo que precisa ser feito. Para quem olha de fora, parece que está tudo bem. Mas por dentro, ela está cansada. Cansada de resolver problemas, de ter que ser forte, de carregar responsabilidades, de tentar agradar todo mundo. Cansada de ouvir problemas e não ter com quem dividir os seus.

E talvez o mais difícil seja quando ninguém percebe, você continua dizendo "está tudo bem", mesmo quando não está. Continua perguntando aos outros: "Como você está?", enquanto gostaria que alguém perguntasse isso a você, continua ajudando, mesmo quando também precisava de ajuda, continua sorrindo, porque nem sempre encontramos espaço para dizer que estamos cansados.

Existe uma frase que ouvimos com frequência: "Você precisa ser forte." Mas será que precisamos ser fortes o tempo todo? Até onde vai a nossa capacidade de carregar tudo sozinhos? A Bíblia nunca apresentou seus personagens como pessoas que não sentiam cansaço, medo, tristeza ou desânimo. Davi chorou. Jeremias lamentou. Jó sofreu profundamente. Elias, depois de uma grande experiência com Deus, chegou a um momento de profundo abatimento e desejou morrer. É interessante perceber que Deus não tratou Elias como alguém que precisava simplesmente "ter mais fé".

Em 1 Reis 19, quando Elias estava esgotado, Deus permitiu que ele descansasse. O profeta dormiu. Depois recebeu alimento. E somente então Deus voltou a falar com ele. Há algo muito bonito nisso. Às vezes, pensamos que espiritualidade significa continuar funcionando mesmo quando estamos no limite. Mas Deus conhece nossa fragilidade.

O Salmo 103 nos lembra que Deus "sabe que somos pó". Ele sabe quando estamos cansados, quando estamos preocupados, quando estamos tentando esconder uma dor, quando o sorriso é apenas uma maneira de não preocupar ninguém. E existe algo profundamente consolador em saber que Deus percebe aquilo que ninguém mais percebe.

Talvez hoje ninguém tenha perguntado como você está. Talvez as pessoas estejam acostumadas a procurar você quando precisam de alguma coisa. Talvez você tenha se tornado aquela pessoa que todos consideram forte, equilibrada e capaz de resolver as coisas.

Mas até mesmo pessoas fortes precisam descansar. Até mesmo quem cuida precisa ser cuidado. Até mesmo quem encoraja os outros precisa, algumas vezes, ouvir uma palavra de encorajamento. Jesus disse: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei" (Mateus 11.28). Observe que Jesus não disse: "Venham a mim somente aqueles que conseguiram resolver seus problemas." Ele chama os cansados, os sobrecarregados, aqueles que chegaram ao limite, aqueles que já não sabem muito bem como continuar.

Talvez você esteja precisando ouvir isso hoje: Você não precisa carregar tudo sozinho. Há momentos em que precisamos conversar com alguém de confiança. Precisamos admitir que não estamos bem, precisamos pedir ajuda, precisamos descansar, precisamos aprender a dizer "não" para algumas coisas e precisamos, acima de tudo, lembrar que nossa vida não está sustentada apenas pela nossa capacidade de continuar.

Nossa esperança está em Deus. Existe uma diferença entre desistir e reconhecer que precisamos parar um pouco. Descansar não é fracassar. Pedir ajuda não é sinal de fraqueza. Chorar não significa falta de fé. Reconhecer nossos limites não diminui quem somos. Somos criaturas, não somos Deus. E talvez uma das formas mais importantes de humildade seja reconhecer justamente isso. Você não precisa dar conta de tudo. Não precisa resolver tudo hoje. Não precisa estar bem o tempo inteiro. Talvez ninguém perceba que você está cansado. Mas Deus percebe e, aquele que conhece o nosso coração, também conhece o caminho para nos sustentar.

Por isso, se hoje você estiver cansado, faça uma pausa. Ore. Converse com alguém. Descanse. E entregue ao Senhor aquilo que você já não consegue carregar. Amanhã talvez os problemas continuem. Mas você não precisa enfrentá-los sozinho. Há um Deus que vê, conhece, sustenta e cuida. E, às vezes, é justamente quando reconhecemos nossa fraqueza que descobrimos de maneira mais profunda a força da graça de Deus.

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Há coisas que o dinheiro não consegue comprar


O dinheiro é importante. Negar isso seria ingenuidade.Precisamos dele para alimentação, moradia, educação, saúde e tantas outras necessidades. O problema começa quando transformamos uma ferramenta em um objetivo.

Vivemos em uma sociedade que frequentemente sugere que seremos felizes quando tivermos determinada coisa. Um carro melhor. Uma casa maior. Uma viagem. Um celular novo. Uma conta bancária maior. E então passamos a vida perseguindo o próximo degrau.

Mas existe uma pergunta que precisamos fazer: Quanto é suficiente? Porque se não soubermos responder, provavelmente nunca teremos o suficiente.

Jesus perguntou: “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Marcos 8.36). É uma pergunta desconcertante. Porque podemos ganhar muitas coisas e perder justamente aquelas que realmente importam. Podemos ganhar dinheiro e perder a família. Ganhar status e perder a paz. Ganhar reconhecimento e perder a humildade. Ganhar bens e perder o tempo. Ganhar o mundo e perder a própria alma.

Há coisas que o dinheiro compra. Mas há coisas que dinheiro nenhum consegue comprar. Não compra uma infância de volta. Não compra confiança. Não compra perdão. Não compra um casamento saudável. Não compra uma amizade verdadeira. Não compra cinco minutos de uma conversa que deixamos de ter. Não compra a paz de uma consciência limpa. E não compra a eternidade.

Por isso, talvez a pergunta mais importante não seja: “Quanto eu tenho?” Mas: “O que aquilo que tenho está fazendo comigo?” Porque possuir dinheiro não é necessariamente um problema. O problema é quando aquilo que possuímos começa a nos possuir.


quinta-feira, 27 de agosto de 2026

O perigo de comparar a nossa vida com a vida dos outros

 


Existe uma comparação particularmente injusta que fazemos com frequência.

Pegamos os bastidores da nossa vida e comparamos com a vitrine da vida de outra pessoa. Nós conhecemos nossas dificuldades, nossos medos, nossas falhas, nossas contas, nossas inseguranças e nossos dias ruins.

Do outro lado, muitas vezes enxergamos apenas aquilo que alguém decidiu mostrar. E então pensamos: "Por que a minha vida não é assim?"

As redes sociais potencializaram esse problema. Vemos viagens, casas bonitas, famílias sorrindo, conquistas profissionais, corpos perfeitos, restaurantes, carros, aniversários e momentos cuidadosamente selecionados. Poucas pessoas publicam a madrugada de preocupação. A discussão do casal. A conta que não conseguiram pagar. A insegurança. O fracasso. O medo. O resultado é que podemos começar a acreditar que todo mundo está vivendo melhor do que nós.

Mas a vida não funciona assim. Jesus contou uma parábola sobre dois homens que foram ao templo orar. Um deles olhava para o outro e se considerava superior. O problema daquele homem não era apenas sua arrogância. Era também o fato de que ele precisava olhar para outra pessoa para determinar o seu próprio valor.

Nossa identidade não pode depender de comparação. Sempre haverá alguém com mais dinheiro. Alguém mais bonito. Alguém mais jovem. Alguém mais inteligente. Alguém mais bem-sucedido. E também haverá alguém olhando para nós e pensando exatamente a mesma coisa. A comparação rouba a gratidão porque nos faz olhar continuamente para aquilo que não temos.

A Bíblia nos ensina outro caminho: contentamento. Contentamento não significa acomodação. Significa aprender a reconhecer a bondade de Deus mesmo enquanto continuamos crescendo.

Talvez hoje você precise parar de perguntar: "Por que eu não tenho a vida daquela pessoa?" E começar a perguntar: "O que Deus me confiou nesta vida e o que estou fazendo com isso?" Essa é uma pergunta muito mais saudável.

Porque Deus não nos chamou para viver a vida de outra pessoa. Ele nos chamou para sermos fiéis na vida que nos confiou.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Quando foi que conversar ficou tão difícil?

 


Nós nunca tivemos tantos meios de comunicação como temos hoje.

Podemos conversar com alguém do outro lado do mundo em poucos segundos.

Podemos mandar mensagens, áudios, fotos e vídeos.

Podemos fazer chamadas de vídeo e acompanhar praticamente em tempo real aquilo que acontece com pessoas que estão muito distantes.

Estamos mais conectados do que qualquer geração anterior.

Mas existe uma pergunta incômoda:

Será que estamos realmente mais próximos?

Talvez você já tenha experimentado esta cena: várias pessoas sentadas à mesma mesa, cada uma olhando para a própria tela.

Fisicamente juntas.

Emocionalmente distantes.

Conversar exige uma coisa que o mundo moderno parece estar nos ensinando a evitar: atenção.

Uma conversa verdadeira exige que eu pare o que estou fazendo para ouvir alguém.

Exige paciência.

Exige disposição para ouvir aquilo que talvez eu não queira ouvir.

E exige humildade.

Talvez por isso seja tão mais fácil mandar uma mensagem do que sentar diante de alguém e conversar.

Na mensagem podemos apagar.

Editar.

Ignorar.

Responder quando quisermos.

Mas diante de uma pessoa precisamos lidar com ela.

A Bíblia apresenta algo muito interessante em Tiago:

"Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar." (Tiago 1.19)

Talvez nossa sociedade precise reaprender justamente isso: ouvir.

Ouvir os filhos.

Ouvir o cônjuge.

Ouvir os pais.

Ouvir um amigo.

Ouvir alguém que está sofrendo.

E, principalmente, aprender a ouvir antes de tentar responder.

Há pessoas que não precisam imediatamente de uma solução.

Precisam apenas descobrir que alguém está disposto a ficar ao lado delas.

Talvez uma das melhores coisas que você possa fazer hoje seja desligar o celular por alguns minutos e perguntar a alguém:

"Como você realmente está?"

E depois fazer algo ainda mais difícil:

ficar em silêncio e ouvir a resposta.

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Estamos vivendo ou apenas passando os dias?


Há uma diferença enorme entre viver e simplesmente passar pelos dias.

Acordamos, trabalhamos, resolvemos problemas, respondemos mensagens, fazemos compras, pagamos contas, cuidamos da casa, acompanhamos as notícias, assistimos a alguma coisa antes de dormir e, quando percebemos, mais um dia terminou.

Depois vem outro.

E outro.

E outro.

A vida moderna tem uma característica curiosa: conseguimos preencher praticamente cada minuto do nosso dia, mas isso não significa necessariamente que estamos vivendo bem.

Podemos estar ocupadíssimos e, ainda assim, profundamente vazios.

Talvez uma das perguntas mais importantes que uma pessoa possa fazer seja: "Para onde a minha vida está indo?"

Porque existe uma grande diferença entre ter uma agenda cheia e ter uma vida cheia de significado.

Às vezes, passamos tanto tempo tentando construir o futuro que esquecemos de viver o presente. Trabalhamos pensando nas próximas férias. Economizamos pensando em um dia em que finalmente teremos tempo. Corremos atrás de determinadas conquistas imaginando que, quando chegarmos lá, então poderemos descansar.

Mas o problema é que o "lá" nunca chega.

Sempre existe uma próxima coisa.

Uma próxima conta.

Um próximo objetivo.

Uma próxima preocupação.

E os anos passam.

Moisés fez uma oração que continua extremamente atual: "Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos corações sábios" (Salmo 90.12).

Observe que ele não pede simplesmente que Deus dê mais dias.

Ele pede sabedoria para contá-los.

Contar nossos dias não significa ficar obcecado com a passagem do tempo. Significa reconhecer que a vida é um presente e que cada dia possui valor.

Talvez hoje seja um bom dia para diminuir um pouco o ritmo.

Conversar com alguém sem olhar para o celular.

Sentar à mesa com a família.

Fazer uma oração com calma.

Agradecer a Deus por aquilo que normalmente passa despercebido.

Perceber que ainda estamos aqui.

A vida não é apenas aquilo que acontece quando finalmente terminamos todas as nossas obrigações.

A vida está acontecendo agora.

E talvez uma das maiores sabedorias seja aprender a perceber isso antes que os melhores anos tenham passado.

sexta-feira, 28 de junho de 2024

JESUS SEGUE JUNTO NA NOSSA CAMINHADA

 



Quando criança, lembro de minha mãe me levar pra visitar os parentes. Tios, algum irmão, amigas dela. Íamos sempre a pé.

Nessas caminhadas sempre tinham desafios ou alguma surpresa, pelo menos para uma criança.

Os desafios podiam ser: sol, chuva, frio, calor, pinguela, subidas, descidas. As surpresas: um carro diferente passando, passarinhos, sons, cores do dia ou da noite. Mas cada caminhada era única.

Na nossa vida, é inevitável que vejamos a nossa jornada como uma caminhada. Às vezes a caminhada vai ser tranquila, agradável, engraçada, prazerosa; será tão boa que nem percebemos que chegamos. Às vezes a caminhada será árdua, complexa, dolorosa e sem compreendermos o porquê de tanta dificuldade. 

Seja qual for a característica da caminhada, Deus sempre está junto. O Salmo 23 diz que Ele é o pastor que conduz suas ovelhas. Isso quer dizer que o Senhor vai à frente mostrando onde tem sustento e descanso. Mas, às vezes passamos por vales difíceis e o que o Bom Pastor faz? Ele vem ao lado, ainda mais perto, tão perto que podemos falar pra ele diretamente: "Tu estás comigo!" E temos a garantia de seu conforto e proteção.

Ele está conosco na nossa caminhada da vida. Nunca abandona. Nunca nos deixa sem cuidados. Nem sempre explica os desafios da caminhada, mas nunca nos deixa passar sozinhos, sempre está junto.

Vamos descansar em Jesus. Ele é quem refrigera a nossa alma. Ele é quem nos sustenta integralmente. Ele é quem guia. Ele é quem está ao lado. Ele é quem faz com que a caminhada seja boa, mesmo que seja difícil. Ele é quem garantiu sua proteção e cuidado. Quando perguntamos: "Por que?!" Ele vira pra nós e diz: "Está tudo bem! Eu estou com você!"

Rev. Natanael Moraes

quarta-feira, 26 de junho de 2024

A PORTA SEMPRE ESTÁ ABERTA



Nesse momento estou na sala de espera em frente do Centro Cirúrgico de um grande hospital. Atrás tem uma capela. Pequena, aconchegante, simples e bem zelada. Em momentos de espera, angústia, e decisões dos acompanhantes, ter um lugar assim traz alívio e possibilidade de conversas intensas com o Senhor.

O que me chamou a atenção, é que a porta da capela tem alça, mas não fechadura (penso que seja comum às capelas, mas nunca tinha parado para refletir). Ou seja, para quem quiser, para quem precisar, a capela está sempre aberta.

Isso representa muito bem quantas vezes Jesus disse que ele está sempre por perto, cuidando oferecendo sua salvação e paz. Ele disse que é o bom pastor, por isso suas ovelhas podem ir e achar sustento e descanso. Ele é a fonte de águas vivas, por isso sedentos podem ir a Ele e nunca mais terão sede. Ele é o pão do céu,  por isso famintos podem ir até Ele e nunca mais terão fome. Ele é a porta, quem precisa de direção, descanso, alívio, segurança, alento, conforto, podem ir até Ele.

Jesus se achegou e é possível ouvir dele: "Pode chegar! A porta está aberta!"


Rev. Natanael Moraes

sexta-feira, 3 de maio de 2024

Muito, por oração

A Carta de Tiago diz: "Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo."

Podemos expressar nossos sentimentos, nos apropriar do perdão e, mesmo sendo humanos, falar com Deus!!

Ouça essa mensagem sobre o privilégio de orarmos e sermos ouvido por Deus.



sexta-feira, 19 de abril de 2024

Se Deus sabe de tudo, por quê orar? (boapergunta#2)

Boa Pergunta!! 

 Precisa de orar? Deus já não sabe? Sim e sim. Deus já sabe e também precisamos de orar. Muitos às vezes enxergam a oração como meio de se conseguir aquilo que deseja. É como se tivéssemos um almoxarife que está à disposição do solicitante. 

Bem, não é assim que a nossa relação com Deus deveria se caracterizar. Precisamos ver o Senhor pelo menos em duas perspectivas conjuntas: Deus é o Senhor, soberano sobre todas as águas, criador de tudo que existe, seja visíveis ou invíseis, sustentador de tudo e que decretou sua vontade, por isso, sim, ela sabe de todas as coisas. A outra perspectiva é que Deus também se apresenta como Pai daqueles que confessam o Senhor Jesus como Salvador. Como Pai, ele cuida, protege, ampara e, dentre tantas outras ações, também nos ouve. 

Dessa forma a oração precisa ser vista como algo que nos aproxima de Deus. Dessa maneira, precisamos orar para manter contato com o Senhor. É uma maneira de aprofundarmos a nossa relaçao com ele. Assim diz o Salmo 25.14: "A intimidade do Senhor é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança." Mas, a oração não move a mão de Deus? Na verdade, não. 

Se entendermos que a oração tenha o poder de mudar a vontade de Deus, então teríamos que concluir que Deus poderia ser movido conforme nossos desejos. Ou seja, parece que então saberíamos melhor do que Deus como as coisas deveriam ser. 

 Então se algo desagradável acontece devemos aceitar sem falar nada? Não é por aí. Afinal, o próprio Senhor Jesus disse: "Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito." (João 15.7), podemos e devemos pedir por algo e por alguma coisa. Na verdade,quando oramos, estamos nos movendo para a vontade de Deus. A oração não muda a mão de Deus mas nos muda e nos para a vontade dele. 

Algo muito importante a ser colocado sobre a oração é que o nosso Pai também decretou que aspectos de sua vontade serão realizados mediante a oração. John Piper certa vez disse que os decretos de Deus são como pregos já postos em uma tábua e que a oração é como o martelo que aprofundará esses pregos. Ou seja, o Senhor já decretou todas coisas, mas muitas dessas coisas ele também decretou que serão realizadas quando a igreja orar, clamar, suplicar, interceder. Isso ele fez para que tívessemos a honra e o privilégio de entender e participar de seus planos. 

 Que maravilhoso termos um Deus que é nosso Senhor poderoso e Pai bondoso! Que nos ouve e age para a sua glória e para o nosso bem! 

 Rev. Natanael Flávio de Moraes

quarta-feira, 17 de abril de 2024

Como ter certeza que vou para o céu? (boapergunta#1)

Boa pergunta!! 


 Quando falamos em certeza da salvação, estamos falando de uma aspecto muito importante da doutrina cristã. Essa certeza é algo que, sim, podemos ter e descansar na graça de Jesus. É preciso esclarecer que essa certeza não vem de nós. Como assim?! Isso mesmo, não é necessariamente pelo que sentimos ou fazemos, pois se a certeza de salvação viesse pelo que sentimos, hoje você poderia sentir que está salva e amanhã sentir que não está mais salvo. 

O sentimento é volúvel e varia muito. A certeza de que eu vou para o céu também não é assegurada pelo esforço que empreendemos em fazer tudo moralmente correto ou, ainda, tentar fazer o máximo de atividades gentis e religiosas. É claro que devemos fazer as coisas corretas e ter uma vida que mostre as virtudes do Senhor. Mas, se pensarmos que eu vamos para o céu pelo tanto de coisas que fazemos, estamos indo para o céu por obras, e a Bíblia fala que ninguém é salvo pelas suas prórias obras (Efésios 2). Além disso, há muitos que fazem muitas atividades mas seus corações estão longe do Senhor, ou seja, suas ações são hipócritas e tentam mais é impressionar os outros com o objetivo de serem vistos e notados. 

 A nossa certeza de que vamos para o céu vem da autoridade das Escrituras! Podemos ter certeza de que vamos para o céu porque a Bíblia afirma essa linda de profunda verdade. É o sacrifício de Jesus na cruz que nos garante a salvação e que iremos morar com no céu. A Bíblia afirma que quem crê em Jesus como o Filho de Deus já tem a vida eterna e a certeza de uma moradia celestial: 

"Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida." (1 João 5.12)

"Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus." (João 3.36) 

"Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora." (João 6.37) 

"Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna." (João 6.47) 

O céu é uma promessa e uma realidade para aqueles que crêem em Jesus. Essa certeza foi garantida pelo o scarifício de Cristo na cruz do Calvário e a nós anunciada pela sua Palavra. Creia no Senhor Jesus como Salvador de sua vida e descanse na certeza que tem a vida eterna e que um dia será buscado para morar com ele, no céu! 

 Rev. Natanael Flávio de Moraes 



 (Essa é a primeira resposta da Série "Boa Pergunta!" - Essa ideia surgiu quando a União Presbitriana de Adolescentes da igreja que pastoreio - IP Jd Ipiranga, Ameericana-SP, elaborou uma noite de perguntas ao pastor)

sábado, 6 de abril de 2024

Coração como árvores no bosque

O medo pode nos causar as mais diversas reações. Paralisia, tremores, ansiedade, calar, falar exageradamente e tantas outras. Quando o rei Acaz soube da notícia de que dois reinos vinham contra ele, o seu coração ficou agitado como as árvores no bosque se agitam com o vento (Isaías 4.2). Praticamente não há como controlar. As notícias difíceis, tragédias, a infinidade de problemas podem fazer nossos corações ficarem assim. Como conseguir saída para essas agitações que nos assolam? Lembrar que Deus nunca nos deixa sozinhos: “Tenha cuidado e fique calmo. Não tenha medo nem fique desanimado..." (Isaías 7.4). Deus nunca nos abandona! Podemos ser assaltados pelo medo, mas é o Senhor quem nos dá a boa notícia de quem sempre está com a gente. Confiemos em Jesus e em sua presença doce, real e que nos protege de todos os perigos e que nos conduz em todos os caminhos. Ele é quem firma os nossos corações. Rev. Natanael Moraes

sábado, 30 de dezembro de 2023

ROUPAS BRANCAS, FOGOS E FELICIDADE?

Já estamos na contagem regressiva para adentrarmos em um novo ano. Muita gente já separou suas roupas brancas, seu champanhe, seus fogos de artificio, os pés preparados para os sete pulos nas ondas do mar e, também, uma mesa farta. 

 Como brasileiros, talvez somos influenciados a fazer isso pela característica mística de nosso povo. Ou seja, tudo vale a pena para atrair bons fluídos para o próximo ano e despedirmos logo do “ano velho”, pois é como se quiséssemos nos livrar e esquecermos rapidamente as experiências negativas contidas nele. Sinceramente, nada disso influencia. 

Precisamos lembrar que o nosso Deus é bom. A sua misericórdia dura para sempre. Ou seja, o ano que está chegando será um ano bom porque Jesus estará presente conosco. Ele nos guiará mansamente. Ele nos consolará com seu Espírito. Ele nos trará descanso e refrigério para a alma. E, de igual modo, o ano que está se findando também foi bom porque Ele sempre esteve presente. A cada dia dormimos e acordamos porque Ele nos sustentou. Saímos e voltamos porque Ele nos protegeu. Adoecemos, mas Ele afofou a cama. Saramos, porque Ele nos curou. Ganhamos porque Ele nos acrescentou. Perdemos porque Ele nos reservou outros ganhos. Desse modo, não importa a cor da roupa, o tamanho da mesa, a localização geográfica ou a tentativa de se livrar logo desse ano. 

Sejamos gratos por tudo que passamos: coisas boas, pois Deus foi bom em nos presentear; coisas difíceis, pois Deus nos deu oportunidade de crescimento. 

 Aguardemos não necessariamente pela mística do ano novo, mas pela continuidade da presença atenciosa de Jesus e, como Ele já garantiu isso (“e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.” - Mateus 28:20), então, já temos um Feliz Ano Novo! 

 rev. Natanael Flávio de Moraes

segunda-feira, 27 de novembro de 2023

O Princípio do Bambu e o desenvolvimento da sua família


 


O bambu chinês pode atingir a incrível marca de 25 metros de altura! Sem dúvida é uma altura impressionante. Contudo, para atingir essa marca, o bambu chinês fica os seus primeiros cinco anos fazendo um complexo sistema de raiz debaixo do solo, como se fosse um forte e seguro alicerce. Durante esse período, o que se vê na superfície é um pequeno broto. É justamente esse tempo de se fazer o alicerce que garante o sucesso do crescimento tão alto do bambu chinês.


Esse é um excelente princípio que toda família poderia realizar. Oferecer dentro de seus lares um ambiente de segurança que auxilia a todos se sentirem fortes em seus crescimentos. Em Deuteronômio 6.5-7 encontramos as seguintes palavras: “Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de toda a sua força. Guarde sempre no coração as palavras que hoje eu lhe dou. Repita-as com frequência a seus filhos. Converse a respeito delas quando estiver em casa e quando estiver caminhando, quando se deitar e quando se levantar.”. Deus já havia falado a maneira para se criar raizes ou alicerces fortes em nossas casas: amar ao Senhor com intensidade e força, falar com seus filhos e filhas, comentar sobre as palavras de Deus naqueles momentos informais e do dia a dia - quando acorda, quando vai dormir, quando estão indo ou voltando de algum lugar. Ou seja, uma fé verdadeira sendo compartilhada em diálogo com os filhos.


O crescimento e o sucesso dos nossos filhos e filhas, da esposa, do marido e todas as famílias dependem da estrutura de suas raizes. Essas raizes garantem que todos possam crescer de forma mais saudável, segura, feliz. Isso porque os valores serão os mais preciosos: amor, companheirismo, diálogos, humildade e abnegação. Invista tempo, energia, brincadeira e conversa séria. Contem histórias: histórias do dia, histórias dos parentes e amigos, histórias da Bíblia. Precisamos aprender a não correr atrás de grandes crescimentos ou sucessos. É melhor investir na força do alicerce, em boas raízes. Crescimento vem na hora certa. Com boas raizes em Deus, todos crescem bem, muito bem!


Rev. Natanael Flávio de Moraes

Sem Saída


 


Faz parte do nosso dia a dia dirigir o carro em uma localidade não muita conhecida e, de repente, entramos em uma via com uma placa dizendo: “Rua sem saída”. Então, já vamos logo providenciando uma maneira de fazer meia volta e retornar para o destino correto.

       Mas, e quando isso acontece na nossa vida? E mais: quando não há possibilidade de fazer um “retorno”? Foi isso o que acontece com o povo de Israel quando estavam saindo do Egito (Êxodo 14). Esse povo foi se aproximando do lugar para sair do Egito e alcançar a direção para a terra prometida. Não era o caminho habitual, mas foi o caminho que Deus estava indicando. Enfim, chegaram diante do Mar Vermelho. Entendendo que eles estavam desorientados, Faraó ordenou que seu exército perseguisse o povo. Não havia saída! Em frente, o Mar Vermelho; de um e de outro lado, desertos; atrás, o exército de Faraó. Deus, com o seu poder, manda Moisés estender a mão para o mar. O Mar Vermelho se abriu! Houve livramento porque o Senhor fez a saída onde ninguém podia imaginar.

Da mesma maneira, Deus continua fazendo com que o saídas apareçam. Precisamos treinar nossos olhos para ver além das dificuldades ou obstáculos. Precisamos ver ao redor com olhos espirituais para que não sejamos vencidos pelas dificuldades, mas que em toda e qualquer situação Deus pode fazer infinitamente mais do que tudo que pedimos ou pensamos. Qualquer mar ele pode abrir, todas as muralhas ele pode derrubar, qualquer enfermidade ele pode curar, todos os pecados ele pode perdoar através de Jesus.

Hoje é um dia que você olhar para Deus e saber que ele nos leva além do que vemos. Seja qual for o problema, ele é maior e mais poderoso. Mantenha sempre a esperança n’Ele. Entregue sua vida ao Senhor Jesus. Descanse em seu cuidado, direção e proteção. Jesus é a saída e, ao mês tempo, a certeza da entrada de um vida plena.

Deus te abençoe!


Rev. Natanael Flávio de Moraes

O Livro da Vida

 


A expressão Livro da Vida aparece na Bíblia e na maioria das vezes em Apocalipse. É um termo que se refere ao registro de todos os nomes daqueles que estão guardados pelo Senhor e que entrarão na cidade celestial.


Alguém pode saber que seu nome está nesse livro? Sim, quando Jesus se revela à pessoa o concertando de seus pecados e garantindo salvação através da cruz. É aí, então, que se percebe que seu nome já estava escrito no livro antes da fundação do mundo.


Essa informação tem o poder de em nós fazer em imensa alegria. Quando os discípulos de Jesus voltaram da missão de proclamação do Reino, eles ficaram alegres e entusiasmados porque os espíritos malignos se submetiam às suas palavras. Jesus afirmou que poderiam ficar alegres não necessariamente por isso, mas porque seus nomes estavam escritos no céu (Lucas 10.20).


Em diversas situações do nosso dia a dia também desejamos alegria no que realizamos. Isso é bom, fazer algo e ver que deu certo. Mas, alguns instantes depois corremos o risco de esquecer desse feito e já pensamos que devemos fazer mais realizações para nos sentirmos felizes. Se pensarmos que Deus já garantiu nossa permanência em sua presença agora e para sempre através do sacrifício de Jesus na cruz, perceberemos que não são as nossas obras ou conquistas que nos fazem felizes, mas que nós fomos conquistados por Cristo, isso gera alegria plena.


Ter o nome no Livro da Vida nos dá a certeza de que, apesar de toda aflição, sofrimento, angústia, perseguição, continuamos protegidos pelo Senhor. Ter o nome no Livro da Vida dá a segurança contra os nosso próprios pensamentos e sentimentos instáveis. Saber que os nossos nomes estão no Livro da Vida nos faz felizes pela honra imerecida de entender que o Pai nos amou, nos fez e escreveu nome por nome no Livro da Vida do Cordeiro antes da fundação do mundo.


Tenha um bom e alegre dia, principalmente por saber que, em Jesus, seu nome está no Livro. Então sua vida já está bem segura nas mãos de Deus, hoje e eternamente.


Rev. Natanael Flávio de Moraes

sexta-feira, 24 de novembro de 2023

Gratos pela Grandiosidade da Graça do nosso Grande Deus

 Um coração agradecido é leve. Uma pessoa grata ao Senhor tem o sorriso e contentamento como marcas expressas em sua face e maneira de viver. Hoje é o Dia de Ações de Graças! Um dia para pararmos nossas atividades na busca de sempre querer mais e refletir no que temos recebido.

Podemos agradecer pelo pão, pela água, pela roupa, pelo ar, pela cama, pelo teto. Porque fomos e voltamos. Porque dormimos e acordamos. Porque temos alguém em casa que disse: “Vai com Deus!” E no final do dia alguém nos recebeu em casa.

Mesmo que não tenhamos tudo, a gratidão nos faz viver felizes porque nos conduz no caminho de que somos agraciados. A felicidade não depende de ter cada vez mais. A felicidade está alicerçada no ser. Ser grato nos faz reconhecer que tudo que temos é demonstração da graça grandiosa de nosso bom Deus. Por isso, que quem conhece a Deus e se relaciona com ele sempre vai agradecê-lo por tudo. Porque ele sempre cuida dos seus.

Mas se alguém insiste em pensar que não dá para ser grato porque tem algum problema, a Bíblia mostra que sempre podemos agradecer: em enfermidade: podemos agradecer pelos remédios, tratamento e o afofar da cama; em tribulação: podemos agradecer pela oportunidade de novos começos; em ansiedade: podemos agradecer por termos mais motivos para suplicar pela direção de Deus; no vale da morte: podemos agradecer a Deus porque ele está conosco, nos consolando e nos guiando.

Experimente uma vida de mais gratidão ao Senhor. Seja grato pelo que tem e pelo que não tem também. Agradeça pela sua esposa, pelo seu marido, pelos seus filhos, pelos seus pais, pelo seu trabalho, pelo cuidado diário de um Grande Deus que manifesta sua Grandiosidade Graça a nós todos os dias.


Rev. Natanael Flávio de Moraes


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Meu Ex-Coração de Pedra

O  profeta Ezequiel foi porta-voz de uma mensagem surpreendente. No capítulo 11, versículo 19 de seu livro encontramos:“Dar-lhes-ei um só coração, espírito novo porei dentro deles; tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne;“
   Essa é uma verdade que precisa ser crida. Precisamos entender que o Espírito Santo é quem vai realizar o transplante de coração. É ele quem retira o coração de pedra e coloca um coração sensível. Ele faz isso no momento da regeneração, ou seja, quando ouvimos e cremos no Evangelho transformador, o Espírito age mudando nossa natureza pecaminosa pela natureza santa.
   Essa é uma verdade que precisa ser vivenciada. O Espírito nos transforma. Mas ainda precisamos compreender que a corrupção pecaminosa ainda fica presente em nossa carne. Não somos mais escravos do pecado mas, se enfraquecemos a nossa alimentação espiritual, corremos o risco de sermos influenciados pela influência da carne. O novo coração dado por Deus nos dá condições de vivenciarmos a vida no Espírito. Precisamos viver de acordo com a Palavra, praticando o perdão, intensificando nossas orações, sendo proclamadores da vontade salvadora de Deus.
   Essa é uma verdade que precisa ser irradiada. Não conseguiremos viver na influência do Espírito se tentarmos esconder a realidade de uma vida transformada. É preciso demarcar em nós que o nosso velho ser humano não mais nos conduz e, sim, que caminhamos em Cristo. Somos do Espírito e por isso vivemos nos Espírito. O coração de pedra já não nos pertence, é um ex-coração. Agora temos um coração de verdade. Um coração que pulsa a vida de Deus. Irradie os outros ao seu redor com essa maravilhosa graça de um coração novo.  

Natanael F. de Moraes

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Diáconos, homens de fé



09 de Julho: dia do diácono

         Diáconos são homens de fé. Às vezes ficamos tomados pela falsa impressão de que o serviço do diaconato se resume a abrir e fechar a igreja, providenciar água para o pastor e distribuir cestas básicas. É isso, mas é mais, muito mais! Na verdade a função do diácono é demasiadamente nobre. Nunca foi e nem pode ser inferior a qualquer outro ofício na Igreja. Além disso, o diaconato também não deve ser considerado como um “degrau” ou curso preparatório para o presbiterato. São ofícios distintos, com funções distintas. Na Bíblia encontramos diáconos que ficaram para sempre perpetuados pelo zelo que tiveram ao trabalho do SENHOR, como Filipe, o evangelista e Estevão, que foi um mártir no início da Igreja cristã.
          O termo diácono origina-se do grego (diakonia) que significa “serviço”. Sendo assim, o diácono é que aquele que presta serviço, que dá assistência aos que necessitam de alguma ajuda. A exemplo do próprio mestre Jesus, que veio para servir. Os diáconos são os que executam serviços de misericórdia.  A própria Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil claramente diz que “O diácono é o oficial eleito pela igreja e ordenado pelo Conselho, para, sob a supervisão deste, dedicar-se especialmente: à arrecadação de ofertas para fins piedosos; ao cuidado dos pobres, doentes e inválidos; à manutenção da ordem e reverência nos lugares reservados ao serviço divino; exercer a fiscalização para que haja boa ordem na Casa de Deus e suas dependências.” (art. 53).
          A instituição dos diáconos se deu em Atos 6. 1 - 7. A Igreja Primitiva crescia abençoadamente. Desde então, já havia a prática de auxiliar àqueles que mais necessitavam de ajuda como viúvas e os mais pobres por exemplo. Um fato triste que começara a ocorrer é que as viúvas dos helenistas (judeus de fala e cultura gregas) estavam sendo deixada de lado na distribuição dos recursos. Isso trouxe um grande mal estar dentro da comunidade cristã. Bem poderia ser uma justificativa para uma grande divisão na igreja e, com isso, comprometer seu desenvolvimento. Os apóstolos não tinham mais condições de ministrar a Palavra e atender a essas situações. Aí, então, veio a proposta de escolherem “socorristas”, diáconos. Três princípios valiosos esses homens deveriam possuir. Esses princípios também são lições que podemos reter em nossos corações:
          O primeiro princípio – homens de boa reputação. Os diáconos deveriam já possuir uma boa reputação para exercerem esse ofício. Uma boa reputação não se constrói com palavras vindas de si mesmo, mas com o modo de vida diante de todas as pessoas. Alguém respeitável e que respeita a outros; alguém prudente em suas ações e palavras; alguém que busca saldar seus compromissos; alguém que cuida, ama e zela pela sua família.
          O segundo princípio nos lembra da dependência de Deus – homens cheios do Espírito. A escolha dos primeiros diáconos, conforme Atos 6, se deu por votação dos membros da Igreja Primitiva. Contudo, um fator que determinaria se poderiam ou não ser eleitos, além da boa reputação, é que fossem homens cheios do Espírito Santo. Ser cheio do Espírito significa ter uma vida de dependência no Senhor. Ser alguém que se alimenta da Palavra. Alguém que compreende a importância e a necessidade de orar sem cessar. É alguém que sabe dos riscos de se perder em prazeres transitórios a, de fato, encher-se do Espírito (Efésios 5. 18).
          O terceiro princípio – homens cheios de sabedoria. Ser sábio não implica necessariamente possuir uma inteligência extraordinária. A sabedoria se relaciona com a capacidade que o indivíduo tem de focar sua vida naquilo que é justo, agradável e correto. É conseguir tomar decisões não baseada em seus sentimentos ou influenciados por outros, mas pela sua capacidade de coerência. A sabedoria advém da capacidade de contar os dias: “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio.” (Salmo 90. 12). Isso significa que a experiência de vida é um fator importante para se alcançar a sabedoria. Aliado a isso, o espírito precisa estar envolto na direção do Senhor: “A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento.” (Tiago 3. 17).
          A designação de diáconos, em Atos, fez com que a Igreja crescesse ainda mais. Isso prova que tanto a instituição dos diáconos como o trabalho que eles desempenharam, além de ter sido uma sábia decisão, também foi um importante fator de expansão do Reino.
          Diáconos são homens de fé. Esses servos de Deus precisam estar sempre evidenciando a fé em Jesus Cristo. Devem desenvolver seus serviços com alegria e disposição em seus corações e feições. A Igreja deve ter por eles máxima consideração, respeito, carinho além de auxiliá-los em toda causa que empreenderem.
          Aos diáconos da nossa igreja: parabéns pelo seu dia! Que o Deus de misericórdia derrame abundantemente suas bênçãos sobre suas vidas e suas famílias. Sejam sempre homens de fé. Cuidem de si mesmos, encham-se do Espírito e sejam plenos de sabedoria.
          Agradecemos a Deus pelas suas vidas.
          Obrigado!


Rev. Natanael F. de Moraes 

terça-feira, 26 de março de 2013

O NOSSO PRESENTE DE PÁSCOA


          Estamos nos aproximando de mais uma Páscoa. Por vezes somos levados a essa data, como qualquer outra, simplesmente pela condução do calendário. Ou seja, nem sempre paramos para pensar no significado em tais datas especiais nos trazem. Assim, é também a data da Páscoa.
            É um bom exercício refletirmos sobre esses acontecimentos. A páscoa cristã tem como pano de fundo a páscoa do Antigo Testamento como vemos em Êxodo capítulo 12. Essa cerimônia tinha um aspecto familiar, e consistia em consumir ervas amargas, pães asmos e o cordeiro assado inteiro (sem nenhum osso quebrado). Toda a vez que se celebrava a páscoa do Antigo Testamento, havia uma narrativa do porquê daquilo tudo: o povo de Deus foi escravo no Egito e Deus o libertou, livrando da escravidão e da morte, pois quem celebrou a páscoa, tomou do sangue do cordeiro e passou nas portas. Assim, quando chegou a praga, esta passou sobre as casas marcadas e os primogênitos ali foram poupados.
            A páscoa cristã começou com a páscoa do antigo Testamento. Afinal, todas as peculiaridades dessa celebração envolviam as ações e propósitos de Cristo. O cordeiro preparado representava Cristo. O sangue marcado nas portas representava o sangue de Cristo. É um sacrifício de morte que gerou vida, a nossa vida.
            A morte de Jesus na cruz e sua ressurreição é a nossa Páscoa. A morte de Jesus e sua ressurreição decretaram a morte da morte. Assim, nenhum mal nos sobrevirá, praga alguma chegará a nossa tenda. Desse modo não precisamos temer mesmo que andemos no vale da sombra da morte. Temos a garantia de que nada: nem coisas visíveis e invisíveis, nem coisas da profundidade ou das alturas, nem fome, nem escassez, nem perigo, nem ameaças podem nos separar do eterno e perfeito amor de Deus em Cristo Jesus. A morte morreu. Quando Jesus morreu e ressuscitou, ali foi decretada a sentença de morte da morte. Ali foi derrotado o inimigo. Ali jorrou a vida plena, a vida em abundância.
            Sendo assim, por que ainda viver sem esperança? Por que ainda viver com medo? Por que ainda buscar outros sentidos de vida fora de Cristo? Por que ainda ficar ansioso diante de alguma dificuldade?
            A obra redentora de Cristo nos traz a paz, a certeza do amor de Deus, a garantia da vida eterna, o refrigério da nossa alma e uma alegria sem fim. Esse é nosso presente de Páscoa: a vida com Jesus. Desfrute você também desse privilégio!

Rev. Natanael Flávio de Moraes

domingo, 20 de janeiro de 2013

Jejum: pequenas considerações


Tenho percebido que há dúvidas sobre o jejum. Sendo assim, postei aqui algumas considerações que devem esclarecer sobre esse assunto de grande importância:

  • o jejum é um exercício espiritual, uma oferta a Deus. Ou seja, nunca pode ser visto como sacrifício (sacrifício Jesus já fez). “Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus,”(Hebreus 10. 12);
  • o jejum é espontâneo. Desta forma, o jejum não pode ser imposto, cada um participa se quiser, espontaneamente e conscientemente;
  • o jejum não pode ser requisito para exercer algum cargo ou função;
  • o jejum também não pode ser anunciado. Ou seja, uma vez realizando o jejum eu não posso anunciar que estou fazendo. É como Jesus disse: "Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa.  Tu, porém, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto,   com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará." (Mateus 6. 16 a 18);
  • o jejum não pode ser cobrado. Perguntas do tipo: "Vc está jejuando? Quanto tempo? Qual alimento que vc retirou? Por que vc não está jejuando?" ou afirmação tipo acusativa (farisaísmo): "Eu vi o jovem tal comprando Coca-cola!";
  • existem algumas pessoas que não podem jejuar, devido a patologias e/ou dietas específicas. Exemplo: diabéticos;
  • o jejum é importante para o exercício da piedade. É um momento de usar aquele tempo da alimentação com leitura da Palavra. É a oportunidade de abdicar da comida em detrimento de oração e vigilância.


            Que nos aproximemos cada vez mais de Jesus, autor e consumador da nossa fé.

Rev. Natanael