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sexta-feira, 28 de junho de 2024

JESUS SEGUE JUNTO NA NOSSA CAMINHADA

 



Quando criança, lembro de minha mãe me levar pra visitar os parentes. Tios, algum irmão, amigas dela. Íamos sempre a pé.

Nessas caminhadas sempre tinham desafios ou alguma surpresa, pelo menos para uma criança.

Os desafios podiam ser: sol, chuva, frio, calor, pinguela, subidas, descidas. As surpresas: um carro diferente passando, passarinhos, sons, cores do dia ou da noite. Mas cada caminhada era única.

Na nossa vida, é inevitável que vejamos a nossa jornada como uma caminhada. Às vezes a caminhada vai ser tranquila, agradável, engraçada, prazerosa; será tão boa que nem percebemos que chegamos. Às vezes a caminhada será árdua, complexa, dolorosa e sem compreendermos o porquê de tanta dificuldade. 

Seja qual for a característica da caminhada, Deus sempre está junto. O Salmo 23 diz que Ele é o pastor que conduz suas ovelhas. Isso quer dizer que o Senhor vai à frente mostrando onde tem sustento e descanso. Mas, às vezes passamos por vales difíceis e o que o Bom Pastor faz? Ele vem ao lado, ainda mais perto, tão perto que podemos falar pra ele diretamente: "Tu estás comigo!" E temos a garantia de seu conforto e proteção.

Ele está conosco na nossa caminhada da vida. Nunca abandona. Nunca nos deixa sem cuidados. Nem sempre explica os desafios da caminhada, mas nunca nos deixa passar sozinhos, sempre está junto.

Vamos descansar em Jesus. Ele é quem refrigera a nossa alma. Ele é quem nos sustenta integralmente. Ele é quem guia. Ele é quem está ao lado. Ele é quem faz com que a caminhada seja boa, mesmo que seja difícil. Ele é quem garantiu sua proteção e cuidado. Quando perguntamos: "Por que?!" Ele vira pra nós e diz: "Está tudo bem! Eu estou com você!"

Rev. Natanael Moraes

quarta-feira, 26 de junho de 2024

A PORTA SEMPRE ESTÁ ABERTA



Nesse momento estou na sala de espera em frente do Centro Cirúrgico de um grande hospital. Atrás tem uma capela. Pequena, aconchegante, simples e bem zelada. Em momentos de espera, angústia, e decisões dos acompanhantes, ter um lugar assim traz alívio e possibilidade de conversas intensas com o Senhor.

O que me chamou a atenção, é que a porta da capela tem alça, mas não fechadura (penso que seja comum às capelas, mas nunca tinha parado para refletir). Ou seja, para quem quiser, para quem precisar, a capela está sempre aberta.

Isso representa muito bem quantas vezes Jesus disse que ele está sempre por perto, cuidando oferecendo sua salvação e paz. Ele disse que é o bom pastor, por isso suas ovelhas podem ir e achar sustento e descanso. Ele é a fonte de águas vivas, por isso sedentos podem ir a Ele e nunca mais terão sede. Ele é o pão do céu,  por isso famintos podem ir até Ele e nunca mais terão fome. Ele é a porta, quem precisa de direção, descanso, alívio, segurança, alento, conforto, podem ir até Ele.

Jesus se achegou e é possível ouvir dele: "Pode chegar! A porta está aberta!"


Rev. Natanael Moraes

sexta-feira, 3 de maio de 2024

Muito, por oração

A Carta de Tiago diz: "Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo."

Podemos expressar nossos sentimentos, nos apropriar do perdão e, mesmo sendo humanos, falar com Deus!!

Ouça essa mensagem sobre o privilégio de orarmos e sermos ouvido por Deus.



sexta-feira, 19 de abril de 2024

Se Deus sabe de tudo, por quê orar? (boapergunta#2)

Boa Pergunta!! 

 Precisa de orar? Deus já não sabe? Sim e sim. Deus já sabe e também precisamos de orar. Muitos às vezes enxergam a oração como meio de se conseguir aquilo que deseja. É como se tivéssemos um almoxarife que está à disposição do solicitante. 

Bem, não é assim que a nossa relação com Deus deveria se caracterizar. Precisamos ver o Senhor pelo menos em duas perspectivas conjuntas: Deus é o Senhor, soberano sobre todas as águas, criador de tudo que existe, seja visíveis ou invíseis, sustentador de tudo e que decretou sua vontade, por isso, sim, ela sabe de todas as coisas. A outra perspectiva é que Deus também se apresenta como Pai daqueles que confessam o Senhor Jesus como Salvador. Como Pai, ele cuida, protege, ampara e, dentre tantas outras ações, também nos ouve. 

Dessa forma a oração precisa ser vista como algo que nos aproxima de Deus. Dessa maneira, precisamos orar para manter contato com o Senhor. É uma maneira de aprofundarmos a nossa relaçao com ele. Assim diz o Salmo 25.14: "A intimidade do Senhor é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança." Mas, a oração não move a mão de Deus? Na verdade, não. 

Se entendermos que a oração tenha o poder de mudar a vontade de Deus, então teríamos que concluir que Deus poderia ser movido conforme nossos desejos. Ou seja, parece que então saberíamos melhor do que Deus como as coisas deveriam ser. 

 Então se algo desagradável acontece devemos aceitar sem falar nada? Não é por aí. Afinal, o próprio Senhor Jesus disse: "Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito." (João 15.7), podemos e devemos pedir por algo e por alguma coisa. Na verdade,quando oramos, estamos nos movendo para a vontade de Deus. A oração não muda a mão de Deus mas nos muda e nos para a vontade dele. 

Algo muito importante a ser colocado sobre a oração é que o nosso Pai também decretou que aspectos de sua vontade serão realizados mediante a oração. John Piper certa vez disse que os decretos de Deus são como pregos já postos em uma tábua e que a oração é como o martelo que aprofundará esses pregos. Ou seja, o Senhor já decretou todas coisas, mas muitas dessas coisas ele também decretou que serão realizadas quando a igreja orar, clamar, suplicar, interceder. Isso ele fez para que tívessemos a honra e o privilégio de entender e participar de seus planos. 

 Que maravilhoso termos um Deus que é nosso Senhor poderoso e Pai bondoso! Que nos ouve e age para a sua glória e para o nosso bem! 

 Rev. Natanael Flávio de Moraes

quarta-feira, 17 de abril de 2024

Como ter certeza que vou para o céu? (boapergunta#1)

Boa pergunta!! 


 Quando falamos em certeza da salvação, estamos falando de uma aspecto muito importante da doutrina cristã. Essa certeza é algo que, sim, podemos ter e descansar na graça de Jesus. É preciso esclarecer que essa certeza não vem de nós. Como assim?! Isso mesmo, não é necessariamente pelo que sentimos ou fazemos, pois se a certeza de salvação viesse pelo que sentimos, hoje você poderia sentir que está salva e amanhã sentir que não está mais salvo. 

O sentimento é volúvel e varia muito. A certeza de que eu vou para o céu também não é assegurada pelo esforço que empreendemos em fazer tudo moralmente correto ou, ainda, tentar fazer o máximo de atividades gentis e religiosas. É claro que devemos fazer as coisas corretas e ter uma vida que mostre as virtudes do Senhor. Mas, se pensarmos que eu vamos para o céu pelo tanto de coisas que fazemos, estamos indo para o céu por obras, e a Bíblia fala que ninguém é salvo pelas suas prórias obras (Efésios 2). Além disso, há muitos que fazem muitas atividades mas seus corações estão longe do Senhor, ou seja, suas ações são hipócritas e tentam mais é impressionar os outros com o objetivo de serem vistos e notados. 

 A nossa certeza de que vamos para o céu vem da autoridade das Escrituras! Podemos ter certeza de que vamos para o céu porque a Bíblia afirma essa linda de profunda verdade. É o sacrifício de Jesus na cruz que nos garante a salvação e que iremos morar com no céu. A Bíblia afirma que quem crê em Jesus como o Filho de Deus já tem a vida eterna e a certeza de uma moradia celestial: 

"Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida." (1 João 5.12)

"Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus." (João 3.36) 

"Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora." (João 6.37) 

"Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna." (João 6.47) 

O céu é uma promessa e uma realidade para aqueles que crêem em Jesus. Essa certeza foi garantida pelo o scarifício de Cristo na cruz do Calvário e a nós anunciada pela sua Palavra. Creia no Senhor Jesus como Salvador de sua vida e descanse na certeza que tem a vida eterna e que um dia será buscado para morar com ele, no céu! 

 Rev. Natanael Flávio de Moraes 



 (Essa é a primeira resposta da Série "Boa Pergunta!" - Essa ideia surgiu quando a União Presbitriana de Adolescentes da igreja que pastoreio - IP Jd Ipiranga, Ameericana-SP, elaborou uma noite de perguntas ao pastor)

sábado, 6 de abril de 2024

Coração como árvores no bosque

O medo pode nos causar as mais diversas reações. Paralisia, tremores, ansiedade, calar, falar exageradamente e tantas outras. Quando o rei Acaz soube da notícia de que dois reinos vinham contra ele, o seu coração ficou agitado como as árvores no bosque se agitam com o vento (Isaías 4.2). Praticamente não há como controlar. As notícias difíceis, tragédias, a infinidade de problemas podem fazer nossos corações ficarem assim. Como conseguir saída para essas agitações que nos assolam? Lembrar que Deus nunca nos deixa sozinhos: “Tenha cuidado e fique calmo. Não tenha medo nem fique desanimado..." (Isaías 7.4). Deus nunca nos abandona! Podemos ser assaltados pelo medo, mas é o Senhor quem nos dá a boa notícia de quem sempre está com a gente. Confiemos em Jesus e em sua presença doce, real e que nos protege de todos os perigos e que nos conduz em todos os caminhos. Ele é quem firma os nossos corações. Rev. Natanael Moraes

sábado, 30 de dezembro de 2023

ROUPAS BRANCAS, FOGOS E FELICIDADE?

Já estamos na contagem regressiva para adentrarmos em um novo ano. Muita gente já separou suas roupas brancas, seu champanhe, seus fogos de artificio, os pés preparados para os sete pulos nas ondas do mar e, também, uma mesa farta. 

 Como brasileiros, talvez somos influenciados a fazer isso pela característica mística de nosso povo. Ou seja, tudo vale a pena para atrair bons fluídos para o próximo ano e despedirmos logo do “ano velho”, pois é como se quiséssemos nos livrar e esquecermos rapidamente as experiências negativas contidas nele. Sinceramente, nada disso influencia. 

Precisamos lembrar que o nosso Deus é bom. A sua misericórdia dura para sempre. Ou seja, o ano que está chegando será um ano bom porque Jesus estará presente conosco. Ele nos guiará mansamente. Ele nos consolará com seu Espírito. Ele nos trará descanso e refrigério para a alma. E, de igual modo, o ano que está se findando também foi bom porque Ele sempre esteve presente. A cada dia dormimos e acordamos porque Ele nos sustentou. Saímos e voltamos porque Ele nos protegeu. Adoecemos, mas Ele afofou a cama. Saramos, porque Ele nos curou. Ganhamos porque Ele nos acrescentou. Perdemos porque Ele nos reservou outros ganhos. Desse modo, não importa a cor da roupa, o tamanho da mesa, a localização geográfica ou a tentativa de se livrar logo desse ano. 

Sejamos gratos por tudo que passamos: coisas boas, pois Deus foi bom em nos presentear; coisas difíceis, pois Deus nos deu oportunidade de crescimento. 

 Aguardemos não necessariamente pela mística do ano novo, mas pela continuidade da presença atenciosa de Jesus e, como Ele já garantiu isso (“e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.” - Mateus 28:20), então, já temos um Feliz Ano Novo! 

 rev. Natanael Flávio de Moraes

segunda-feira, 27 de novembro de 2023

O Princípio do Bambu e o desenvolvimento da sua família


 


O bambu chinês pode atingir a incrível marca de 25 metros de altura! Sem dúvida é uma altura impressionante. Contudo, para atingir essa marca, o bambu chinês fica os seus primeiros cinco anos fazendo um complexo sistema de raiz debaixo do solo, como se fosse um forte e seguro alicerce. Durante esse período, o que se vê na superfície é um pequeno broto. É justamente esse tempo de se fazer o alicerce que garante o sucesso do crescimento tão alto do bambu chinês.


Esse é um excelente princípio que toda família poderia realizar. Oferecer dentro de seus lares um ambiente de segurança que auxilia a todos se sentirem fortes em seus crescimentos. Em Deuteronômio 6.5-7 encontramos as seguintes palavras: “Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de toda a sua força. Guarde sempre no coração as palavras que hoje eu lhe dou. Repita-as com frequência a seus filhos. Converse a respeito delas quando estiver em casa e quando estiver caminhando, quando se deitar e quando se levantar.”. Deus já havia falado a maneira para se criar raizes ou alicerces fortes em nossas casas: amar ao Senhor com intensidade e força, falar com seus filhos e filhas, comentar sobre as palavras de Deus naqueles momentos informais e do dia a dia - quando acorda, quando vai dormir, quando estão indo ou voltando de algum lugar. Ou seja, uma fé verdadeira sendo compartilhada em diálogo com os filhos.


O crescimento e o sucesso dos nossos filhos e filhas, da esposa, do marido e todas as famílias dependem da estrutura de suas raizes. Essas raizes garantem que todos possam crescer de forma mais saudável, segura, feliz. Isso porque os valores serão os mais preciosos: amor, companheirismo, diálogos, humildade e abnegação. Invista tempo, energia, brincadeira e conversa séria. Contem histórias: histórias do dia, histórias dos parentes e amigos, histórias da Bíblia. Precisamos aprender a não correr atrás de grandes crescimentos ou sucessos. É melhor investir na força do alicerce, em boas raízes. Crescimento vem na hora certa. Com boas raizes em Deus, todos crescem bem, muito bem!


Rev. Natanael Flávio de Moraes

Sem Saída


 


Faz parte do nosso dia a dia dirigir o carro em uma localidade não muita conhecida e, de repente, entramos em uma via com uma placa dizendo: “Rua sem saída”. Então, já vamos logo providenciando uma maneira de fazer meia volta e retornar para o destino correto.

       Mas, e quando isso acontece na nossa vida? E mais: quando não há possibilidade de fazer um “retorno”? Foi isso o que acontece com o povo de Israel quando estavam saindo do Egito (Êxodo 14). Esse povo foi se aproximando do lugar para sair do Egito e alcançar a direção para a terra prometida. Não era o caminho habitual, mas foi o caminho que Deus estava indicando. Enfim, chegaram diante do Mar Vermelho. Entendendo que eles estavam desorientados, Faraó ordenou que seu exército perseguisse o povo. Não havia saída! Em frente, o Mar Vermelho; de um e de outro lado, desertos; atrás, o exército de Faraó. Deus, com o seu poder, manda Moisés estender a mão para o mar. O Mar Vermelho se abriu! Houve livramento porque o Senhor fez a saída onde ninguém podia imaginar.

Da mesma maneira, Deus continua fazendo com que o saídas apareçam. Precisamos treinar nossos olhos para ver além das dificuldades ou obstáculos. Precisamos ver ao redor com olhos espirituais para que não sejamos vencidos pelas dificuldades, mas que em toda e qualquer situação Deus pode fazer infinitamente mais do que tudo que pedimos ou pensamos. Qualquer mar ele pode abrir, todas as muralhas ele pode derrubar, qualquer enfermidade ele pode curar, todos os pecados ele pode perdoar através de Jesus.

Hoje é um dia que você olhar para Deus e saber que ele nos leva além do que vemos. Seja qual for o problema, ele é maior e mais poderoso. Mantenha sempre a esperança n’Ele. Entregue sua vida ao Senhor Jesus. Descanse em seu cuidado, direção e proteção. Jesus é a saída e, ao mês tempo, a certeza da entrada de um vida plena.

Deus te abençoe!


Rev. Natanael Flávio de Moraes

O Livro da Vida

 


A expressão Livro da Vida aparece na Bíblia e na maioria das vezes em Apocalipse. É um termo que se refere ao registro de todos os nomes daqueles que estão guardados pelo Senhor e que entrarão na cidade celestial.


Alguém pode saber que seu nome está nesse livro? Sim, quando Jesus se revela à pessoa o concertando de seus pecados e garantindo salvação através da cruz. É aí, então, que se percebe que seu nome já estava escrito no livro antes da fundação do mundo.


Essa informação tem o poder de em nós fazer em imensa alegria. Quando os discípulos de Jesus voltaram da missão de proclamação do Reino, eles ficaram alegres e entusiasmados porque os espíritos malignos se submetiam às suas palavras. Jesus afirmou que poderiam ficar alegres não necessariamente por isso, mas porque seus nomes estavam escritos no céu (Lucas 10.20).


Em diversas situações do nosso dia a dia também desejamos alegria no que realizamos. Isso é bom, fazer algo e ver que deu certo. Mas, alguns instantes depois corremos o risco de esquecer desse feito e já pensamos que devemos fazer mais realizações para nos sentirmos felizes. Se pensarmos que Deus já garantiu nossa permanência em sua presença agora e para sempre através do sacrifício de Jesus na cruz, perceberemos que não são as nossas obras ou conquistas que nos fazem felizes, mas que nós fomos conquistados por Cristo, isso gera alegria plena.


Ter o nome no Livro da Vida nos dá a certeza de que, apesar de toda aflição, sofrimento, angústia, perseguição, continuamos protegidos pelo Senhor. Ter o nome no Livro da Vida dá a segurança contra os nosso próprios pensamentos e sentimentos instáveis. Saber que os nossos nomes estão no Livro da Vida nos faz felizes pela honra imerecida de entender que o Pai nos amou, nos fez e escreveu nome por nome no Livro da Vida do Cordeiro antes da fundação do mundo.


Tenha um bom e alegre dia, principalmente por saber que, em Jesus, seu nome está no Livro. Então sua vida já está bem segura nas mãos de Deus, hoje e eternamente.


Rev. Natanael Flávio de Moraes

sexta-feira, 24 de novembro de 2023

Gratos pela Grandiosidade da Graça do nosso Grande Deus

 Um coração agradecido é leve. Uma pessoa grata ao Senhor tem o sorriso e contentamento como marcas expressas em sua face e maneira de viver. Hoje é o Dia de Ações de Graças! Um dia para pararmos nossas atividades na busca de sempre querer mais e refletir no que temos recebido.

Podemos agradecer pelo pão, pela água, pela roupa, pelo ar, pela cama, pelo teto. Porque fomos e voltamos. Porque dormimos e acordamos. Porque temos alguém em casa que disse: “Vai com Deus!” E no final do dia alguém nos recebeu em casa.

Mesmo que não tenhamos tudo, a gratidão nos faz viver felizes porque nos conduz no caminho de que somos agraciados. A felicidade não depende de ter cada vez mais. A felicidade está alicerçada no ser. Ser grato nos faz reconhecer que tudo que temos é demonstração da graça grandiosa de nosso bom Deus. Por isso, que quem conhece a Deus e se relaciona com ele sempre vai agradecê-lo por tudo. Porque ele sempre cuida dos seus.

Mas se alguém insiste em pensar que não dá para ser grato porque tem algum problema, a Bíblia mostra que sempre podemos agradecer: em enfermidade: podemos agradecer pelos remédios, tratamento e o afofar da cama; em tribulação: podemos agradecer pela oportunidade de novos começos; em ansiedade: podemos agradecer por termos mais motivos para suplicar pela direção de Deus; no vale da morte: podemos agradecer a Deus porque ele está conosco, nos consolando e nos guiando.

Experimente uma vida de mais gratidão ao Senhor. Seja grato pelo que tem e pelo que não tem também. Agradeça pela sua esposa, pelo seu marido, pelos seus filhos, pelos seus pais, pelo seu trabalho, pelo cuidado diário de um Grande Deus que manifesta sua Grandiosidade Graça a nós todos os dias.


Rev. Natanael Flávio de Moraes


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Meu Ex-Coração de Pedra

O  profeta Ezequiel foi porta-voz de uma mensagem surpreendente. No capítulo 11, versículo 19 de seu livro encontramos:“Dar-lhes-ei um só coração, espírito novo porei dentro deles; tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne;“
   Essa é uma verdade que precisa ser crida. Precisamos entender que o Espírito Santo é quem vai realizar o transplante de coração. É ele quem retira o coração de pedra e coloca um coração sensível. Ele faz isso no momento da regeneração, ou seja, quando ouvimos e cremos no Evangelho transformador, o Espírito age mudando nossa natureza pecaminosa pela natureza santa.
   Essa é uma verdade que precisa ser vivenciada. O Espírito nos transforma. Mas ainda precisamos compreender que a corrupção pecaminosa ainda fica presente em nossa carne. Não somos mais escravos do pecado mas, se enfraquecemos a nossa alimentação espiritual, corremos o risco de sermos influenciados pela influência da carne. O novo coração dado por Deus nos dá condições de vivenciarmos a vida no Espírito. Precisamos viver de acordo com a Palavra, praticando o perdão, intensificando nossas orações, sendo proclamadores da vontade salvadora de Deus.
   Essa é uma verdade que precisa ser irradiada. Não conseguiremos viver na influência do Espírito se tentarmos esconder a realidade de uma vida transformada. É preciso demarcar em nós que o nosso velho ser humano não mais nos conduz e, sim, que caminhamos em Cristo. Somos do Espírito e por isso vivemos nos Espírito. O coração de pedra já não nos pertence, é um ex-coração. Agora temos um coração de verdade. Um coração que pulsa a vida de Deus. Irradie os outros ao seu redor com essa maravilhosa graça de um coração novo.  

Natanael F. de Moraes

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Diáconos, homens de fé



09 de Julho: dia do diácono

         Diáconos são homens de fé. Às vezes ficamos tomados pela falsa impressão de que o serviço do diaconato se resume a abrir e fechar a igreja, providenciar água para o pastor e distribuir cestas básicas. É isso, mas é mais, muito mais! Na verdade a função do diácono é demasiadamente nobre. Nunca foi e nem pode ser inferior a qualquer outro ofício na Igreja. Além disso, o diaconato também não deve ser considerado como um “degrau” ou curso preparatório para o presbiterato. São ofícios distintos, com funções distintas. Na Bíblia encontramos diáconos que ficaram para sempre perpetuados pelo zelo que tiveram ao trabalho do SENHOR, como Filipe, o evangelista e Estevão, que foi um mártir no início da Igreja cristã.
          O termo diácono origina-se do grego (diakonia) que significa “serviço”. Sendo assim, o diácono é que aquele que presta serviço, que dá assistência aos que necessitam de alguma ajuda. A exemplo do próprio mestre Jesus, que veio para servir. Os diáconos são os que executam serviços de misericórdia.  A própria Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil claramente diz que “O diácono é o oficial eleito pela igreja e ordenado pelo Conselho, para, sob a supervisão deste, dedicar-se especialmente: à arrecadação de ofertas para fins piedosos; ao cuidado dos pobres, doentes e inválidos; à manutenção da ordem e reverência nos lugares reservados ao serviço divino; exercer a fiscalização para que haja boa ordem na Casa de Deus e suas dependências.” (art. 53).
          A instituição dos diáconos se deu em Atos 6. 1 - 7. A Igreja Primitiva crescia abençoadamente. Desde então, já havia a prática de auxiliar àqueles que mais necessitavam de ajuda como viúvas e os mais pobres por exemplo. Um fato triste que começara a ocorrer é que as viúvas dos helenistas (judeus de fala e cultura gregas) estavam sendo deixada de lado na distribuição dos recursos. Isso trouxe um grande mal estar dentro da comunidade cristã. Bem poderia ser uma justificativa para uma grande divisão na igreja e, com isso, comprometer seu desenvolvimento. Os apóstolos não tinham mais condições de ministrar a Palavra e atender a essas situações. Aí, então, veio a proposta de escolherem “socorristas”, diáconos. Três princípios valiosos esses homens deveriam possuir. Esses princípios também são lições que podemos reter em nossos corações:
          O primeiro princípio – homens de boa reputação. Os diáconos deveriam já possuir uma boa reputação para exercerem esse ofício. Uma boa reputação não se constrói com palavras vindas de si mesmo, mas com o modo de vida diante de todas as pessoas. Alguém respeitável e que respeita a outros; alguém prudente em suas ações e palavras; alguém que busca saldar seus compromissos; alguém que cuida, ama e zela pela sua família.
          O segundo princípio nos lembra da dependência de Deus – homens cheios do Espírito. A escolha dos primeiros diáconos, conforme Atos 6, se deu por votação dos membros da Igreja Primitiva. Contudo, um fator que determinaria se poderiam ou não ser eleitos, além da boa reputação, é que fossem homens cheios do Espírito Santo. Ser cheio do Espírito significa ter uma vida de dependência no Senhor. Ser alguém que se alimenta da Palavra. Alguém que compreende a importância e a necessidade de orar sem cessar. É alguém que sabe dos riscos de se perder em prazeres transitórios a, de fato, encher-se do Espírito (Efésios 5. 18).
          O terceiro princípio – homens cheios de sabedoria. Ser sábio não implica necessariamente possuir uma inteligência extraordinária. A sabedoria se relaciona com a capacidade que o indivíduo tem de focar sua vida naquilo que é justo, agradável e correto. É conseguir tomar decisões não baseada em seus sentimentos ou influenciados por outros, mas pela sua capacidade de coerência. A sabedoria advém da capacidade de contar os dias: “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio.” (Salmo 90. 12). Isso significa que a experiência de vida é um fator importante para se alcançar a sabedoria. Aliado a isso, o espírito precisa estar envolto na direção do Senhor: “A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento.” (Tiago 3. 17).
          A designação de diáconos, em Atos, fez com que a Igreja crescesse ainda mais. Isso prova que tanto a instituição dos diáconos como o trabalho que eles desempenharam, além de ter sido uma sábia decisão, também foi um importante fator de expansão do Reino.
          Diáconos são homens de fé. Esses servos de Deus precisam estar sempre evidenciando a fé em Jesus Cristo. Devem desenvolver seus serviços com alegria e disposição em seus corações e feições. A Igreja deve ter por eles máxima consideração, respeito, carinho além de auxiliá-los em toda causa que empreenderem.
          Aos diáconos da nossa igreja: parabéns pelo seu dia! Que o Deus de misericórdia derrame abundantemente suas bênçãos sobre suas vidas e suas famílias. Sejam sempre homens de fé. Cuidem de si mesmos, encham-se do Espírito e sejam plenos de sabedoria.
          Agradecemos a Deus pelas suas vidas.
          Obrigado!


Rev. Natanael F. de Moraes 

terça-feira, 26 de março de 2013

O NOSSO PRESENTE DE PÁSCOA


          Estamos nos aproximando de mais uma Páscoa. Por vezes somos levados a essa data, como qualquer outra, simplesmente pela condução do calendário. Ou seja, nem sempre paramos para pensar no significado em tais datas especiais nos trazem. Assim, é também a data da Páscoa.
            É um bom exercício refletirmos sobre esses acontecimentos. A páscoa cristã tem como pano de fundo a páscoa do Antigo Testamento como vemos em Êxodo capítulo 12. Essa cerimônia tinha um aspecto familiar, e consistia em consumir ervas amargas, pães asmos e o cordeiro assado inteiro (sem nenhum osso quebrado). Toda a vez que se celebrava a páscoa do Antigo Testamento, havia uma narrativa do porquê daquilo tudo: o povo de Deus foi escravo no Egito e Deus o libertou, livrando da escravidão e da morte, pois quem celebrou a páscoa, tomou do sangue do cordeiro e passou nas portas. Assim, quando chegou a praga, esta passou sobre as casas marcadas e os primogênitos ali foram poupados.
            A páscoa cristã começou com a páscoa do antigo Testamento. Afinal, todas as peculiaridades dessa celebração envolviam as ações e propósitos de Cristo. O cordeiro preparado representava Cristo. O sangue marcado nas portas representava o sangue de Cristo. É um sacrifício de morte que gerou vida, a nossa vida.
            A morte de Jesus na cruz e sua ressurreição é a nossa Páscoa. A morte de Jesus e sua ressurreição decretaram a morte da morte. Assim, nenhum mal nos sobrevirá, praga alguma chegará a nossa tenda. Desse modo não precisamos temer mesmo que andemos no vale da sombra da morte. Temos a garantia de que nada: nem coisas visíveis e invisíveis, nem coisas da profundidade ou das alturas, nem fome, nem escassez, nem perigo, nem ameaças podem nos separar do eterno e perfeito amor de Deus em Cristo Jesus. A morte morreu. Quando Jesus morreu e ressuscitou, ali foi decretada a sentença de morte da morte. Ali foi derrotado o inimigo. Ali jorrou a vida plena, a vida em abundância.
            Sendo assim, por que ainda viver sem esperança? Por que ainda viver com medo? Por que ainda buscar outros sentidos de vida fora de Cristo? Por que ainda ficar ansioso diante de alguma dificuldade?
            A obra redentora de Cristo nos traz a paz, a certeza do amor de Deus, a garantia da vida eterna, o refrigério da nossa alma e uma alegria sem fim. Esse é nosso presente de Páscoa: a vida com Jesus. Desfrute você também desse privilégio!

Rev. Natanael Flávio de Moraes

domingo, 20 de janeiro de 2013

Jejum: pequenas considerações


Tenho percebido que há dúvidas sobre o jejum. Sendo assim, postei aqui algumas considerações que devem esclarecer sobre esse assunto de grande importância:

  • o jejum é um exercício espiritual, uma oferta a Deus. Ou seja, nunca pode ser visto como sacrifício (sacrifício Jesus já fez). “Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus,”(Hebreus 10. 12);
  • o jejum é espontâneo. Desta forma, o jejum não pode ser imposto, cada um participa se quiser, espontaneamente e conscientemente;
  • o jejum não pode ser requisito para exercer algum cargo ou função;
  • o jejum também não pode ser anunciado. Ou seja, uma vez realizando o jejum eu não posso anunciar que estou fazendo. É como Jesus disse: "Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa.  Tu, porém, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto,   com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará." (Mateus 6. 16 a 18);
  • o jejum não pode ser cobrado. Perguntas do tipo: "Vc está jejuando? Quanto tempo? Qual alimento que vc retirou? Por que vc não está jejuando?" ou afirmação tipo acusativa (farisaísmo): "Eu vi o jovem tal comprando Coca-cola!";
  • existem algumas pessoas que não podem jejuar, devido a patologias e/ou dietas específicas. Exemplo: diabéticos;
  • o jejum é importante para o exercício da piedade. É um momento de usar aquele tempo da alimentação com leitura da Palavra. É a oportunidade de abdicar da comida em detrimento de oração e vigilância.


            Que nos aproximemos cada vez mais de Jesus, autor e consumador da nossa fé.

Rev. Natanael

sábado, 19 de janeiro de 2013

Ócio, ópio e ódio: três males desnecessários

         Dizem por aí que algumas situações são “males necessários.” Isso acontece quando é preciso fazer algo que cause algum mal, por outro lado, também traz algum benefício em caso emergencial. Por exemplo: o uso de corticóides pode causa gastrite, úlceras, afina-mento da pele e outras consequências, contudo, dependendo da enfermidade, seu uso é essencial para o tratamento, ou seja, é um mal necessário. Não obstante, existem alguns males que são completamente desnecessários. Dentre eles podemos destacar: o ócio, o ópio e o ódio. Esses males corrompem a pessoa.
       O ócio é a condição de ser desocupado. O ócio é a capacidade que alguém tem de querer ser incapaz de qualquer coisa. Uma pessoa ociosa é alguém que não quer fazer nada e não vê necessidade de se fazer alguma coisa. Quem vive no ócio sempre explora o outro. Afinal, se ele não faz é porque alguém que está sobrecarregado anda fazendo pelo ocioso. O ócio corrompe o corpo tornando-o preguiçoso. Além disso, uma mente ociosa está sujeita a pensamentos vãos, tolos e inúteis. É como diz o ditado: “mente vazia, oficina do diabo.” O ópio é a referência ao vício.
     O ópio é uma droga oriunda da papoula produzida em larga escala principalmente em países asiáticos e do Oriente Médio. Pode ser usado como representação de drogas e químicos que causam dependência. Estar viciado é estar preso. Quem vive em qualquer vício, na verdade vive aprisionado fora de celas. Às vezes só se é produtivo quando lança mão de seu vício; outras vezes é forma para fugir do estresse ou problemas de sua rotina. O ócio corrompe o corpo e a mente. A prisão do ópio torna a pessoa incapaz de discernir e de progredir.
       O ódio é a ação contrária do amor. Enquanto o amor é: paciente, benigno, não ar-de em ciúmes, não se vangloria, não se ensoberbece, não conduz de forma inconveniente, não procura seus próprios interesses, não se irrita, não se ressente do mal, não se alegra com a injustiça, tudo sofre, tudo crê e tudo espera, o ódio: é impaciente, maligno, ciumento, vangloria-se, se ensoberbece, age inconvenientemente, é interesseiro, irritadiço, ressentido, se alegra com a injustiça, não crê e nada espera. O ódio corrompe a alma e o coração. Alguém movido pelo ódio mantém um desejo insaciável de vingança. Destrói vidas, projetos e sonhos. O ódio é o combustível para injustiça, corrupção, maledicência e guerras. Quem vive no ódio não percebe que está se destruindo ao mesmo tempo em que destrói ao seu redor.
       Esses três males são completamente desnecessários. Tanto o ócio, como o ópio e o ódio não trazem proveito para vida de qualquer que seja. Pelo contrário, o ser humano é completamente corrompido em todas as suas faculdades.
       A Bíblia nos traz a cura para tais males. A Palavra de Deus elimina esses males implantando as virtudes sadias na vida de homens e mulheres: a cura do ócio vem pelo trabalho – “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, considera os seus caminhos e sê sábio. Não tendo ela chefe, nem oficial, nem comandante, no estio, prepara seu pão, na sega, ajunta seu mantimento. Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantará do teu sono?” (Provérbios 6. 6-9).
     A cura do ópio vem pela sabedoria de aplicar seus recursos naquilo que é útil vinculado a uma vida com Deus: “Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor, naquilo que não satisfaz? Ouvi-me atentamente, comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares. Inclinai os vossos ouvidos e vinde a mim: ouvi e a vossa alma viverá;” (Isaías 55. 2 e 3).
     A cura para o ódio é o amor: “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. (...) Se alguém disse: Amo a Deus, e odiar o seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão.” ( 1 João 4. 7,8, 20 e 21).
      Ao invés do ócio, do ópio e do ódio, a-prendamos a implantar as virtudes essencialmente necessárias: trabalho, investir no que é útil e amor. E é também o apóstolo João que nos ensina por meio de quem obtemos o exemplo e a forma para viver com essas virtudes: “Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele.” (1 João 4. 9).

No amor de Cristo, rev Natanael Moraes.

 (Na foto acima, meu cunhado Jairo Costa mostrando o trabalho de secagem do café)

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O QUE QUERES QUE EU TE FAÇA?



Até um tempo atrás, a história de Aladim e o gênio da lâmpada ainda era bem conhecida. Talvez não com todos os detalhes que a obra de origem árabe traz, mas principalmente por um detalhe: “Qual é o teu desejo?”; essa era a frase que o gênio da lâmpada dizia a Aladim toda a vez que este o solicitava, friccionando a lâmpada.
Muitos confundem o gênio da lâmpada com Jesus. O pensamento de que Cristo pode realizar todos os desejos de quem o solicitar é sempre um engano. Quando Bartimeu, o cego mendigo, está diante de Jesus, e tem a oportunidade dada pelo próprio Mestre para atender o seu clamor, a pergunta de Jesus não soa como “Qual é o teu desejo?”, mas sim “O que queres que eu te faça?”; ou seja, “Qual é a tua expectativa de como posso te ajudar?”
A pergunta de Jesus com a resposta de Bartimeu, “Que eu torne a ver!”, nos ensina alguns princípios para a nossa relação com o Mestre:
O primeiro princípio é que Jesus nos dá a oportunidade de apresentarmos as nossas necessidades diante dele. Não é difícil encontrar pessoas que queixam de suas dificuldades, sejam elas financeiras, enfermidades, de relacionamentos, pessoais e outras. É muito comum cada um queixar-se do tamanho de suas tragédias, da intensidade de sua dor, da situação de desespero e da sua inoperância em encontrar uma saída. No entanto, Jesus sempre dá a oportunidade de depositarmos nele a expectativa de alguma solução. Bartimeu insistiu, gritou, clamou e lhe foi concedida a oportunidade de apresentar sua necessidade.
Outro princípio é a confrontação de nossas necessidades. Na verdade, quando Jesus pergunta para Bartimeu o que ele quer do Mestre, o leque de opções era bem diverso. Afinal, há um bom tempo ele vivia da mendicância e, por isso, poderia ter respondido que queria ter dinheiro suficiente para atender pelo menos suas necessidades básicas. Poderia, quem sabe, pedir algum pedaço de chão para alguma cultura e, assim, ter o que comer e ter o que negociar. Poderia ter pedido qualquer coisa. Mas ele pediu o que realmente sentia ser necessário: a restauração de sua visão.
Um terceiro princípio dessa maravilhosa história é a visão do cego Bartimeu com relação a Jesus. Interessante, Bartimeu era cego mas sua visão de Jesus era mais nítida do que a maioria das pessoas que estava naquela multidão. Quando ele clama por auxílio, ele grita: “Filho de Davi, tem compaixão de mim!” Bartimeu já cria que Jesus era o Messias prometido desde os tempos antigos. Ele via com o seu coração que ele era o Cristo, o Filho de Deus. Sua expectativa de que Jesus poderia restaurar sua visão muito se embasa no que Isaías havia dito: “Dizei aos desalentados de coração: Sede fortes, não temais. Eis o vosso Deus. A vingança vem, a retribuição de Deus; ele vem e vos salvará. Então, se abrirão os olhos dos cegos, e se desimpedirão os ouvidos dos surdos;” (Isaías 35. 4 e 5). Bartimeu não somente pediu a Jesus para curá-lo porque tinha essa fama, mas porque ele cria que Jesus era o Filho de Davi, o Messias prometido.
De igual forma, Jesus também nos dá a mesma oportunidade: “O que queres que eu te faça?” E qual é a sua resposta? Lembre-se podemos até pedir o que quisermos e nos será feito (João 15. 7); mas há também um importante detalhe: as palavras estando em nós e, nós, permanecendo em Jesus. Tiago ainda nos informa que muitos pedidos não são atendidos porque a motivação é somente o esbanjar em prazeres, sem qualquer sentido de proveito no Reino de Deus.
Enxergue como Bartimeu já enxergava Jesus até mesmo antes da restauração de sua visão: Jesus é o Cristo, a fonte de toda nossa esperança. “O Espírito do SENHOR Deus está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados; a apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus, a consolar todos os que choram e a pôr sobre os que em Sião estão de luto uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria, em vez de pranto; veste de louvor, em vez de espírito angustiado; a fim de se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo SENHOR para a sua glória. (Isaías 61. 1 – 3).

Rev. Natanael Flávio de Moraes

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

MISSÕES: NÃO ADIANTA SÓ SABER... TEM QUE PARTICIPAR!


Penso que todo líder de igreja que sabe da importância de se fazer missões passa por um contínuo desafio: conscientizar sua igreja de aderir à causa missionária. Sempre quando se fala nesse assunto percebe-se um desconforto de alguns, um menosprezo ou até mesmo desprezo de outros, uma ridicularização de uma parte e algum interesse de poucos. E ainda, a maioria acha que então é tempo de fazer uma campanha de alguns trocados e umas oraçõezinhas durante os trabalhos da igreja.
            Existem dois conceitos em missiologia que nos ajuda entender qual deve ser o nosso envolvimento em missões: Missão integral e Missio Dei. Suas definições podem ser encontradas de forma abrangente em várias literaturas do assunto. Mas gostaria de forma simples mostrar a importância deles.
            Missão integral – é a proposta de que todos os discípulos e discípulas de Jesus já estão incumbidos de uma missão. Dessa forma, o missionário ou missionária não é somente aquele que vai pra um determinado campo missionário, mas o campo missionário é onde estiver. Então, se você é um frentista, pedreiro, professor ou professora, arquiteto, dona de casa, aposentado, pensionista, médico, dentista, lavrador, fazendeiro, atendente de loja ou qualquer outra ocupação que exercer, você já possui  um vasto campo missionário: o local de trabalho. Ainda como esposa, marido, pais ou filhos: sua casa é a sua missão.
            Missio Dei – missão de Deus. Este termo já se refere ao entendimento a respeito da missão de Deus, ou seja, o cumprimento de seus propósitos. Deus não é alguém que criou todas as coisas e abandonou sua criação. Também não fica somente assistindo os seres humanos como mero expectador e, vez ou outra, dá uma ajudinha para eles. Os decretos de Deus são eternos. Isso mostra que Deus tem a sua missão. Nós somos súditos do Rei devemos ter a missão de Deus como a nossa missão. Assim entendemos que nossas atitudes devem contribuir para a expansão e sempre em prol do Reino de Deus. Somos agentes do Reino, fiel ao Rei. A missão de Deus é o estabelecimento do seu reino.
            Não entender e não se envolver com esses pontos revela exatamente a condição de muitos crentes: o interesse particular de cada um em suas próprias coisas e dão pouca importância àquilo que é do Reino. Por isso quando uma campanha de oração ou arrecadação de ofertas, não somente para missões, mas para qualquer outro departamento da Igreja, nota-se uma “preguiça” em participar dessas ações. É porque não há nessas pessoas uma consciência de que são cidadãos e agentes do Reino de Deus.
            Por outro lado, quem já tem essa mentalidade de que já é um missionário na integridade de sua vida e de que a missão de Deus é a sua missão, é uma pessoa mais dinâmica, feliz, realizada e com um senso de satisfação de que contribui para uma grande obra. Sabe que não precisa deixar nada. Basta fazer de sua profissão, de sua casa, de seu núcleo social, de sua própria existência a plataforma para cumprimento dos propósitos e glorificação do Senhor Jesus.
            Pense nisso. Peça ao Senhor para que forje seu coração e sua mente para entender que você é alguém que já faz parte do Reino do Senhor. E seja alguém como agente do Reino.

Rev. Natanael Flávio de Moraes

sábado, 18 de agosto de 2012

SEU QUARTEIRÃO, SUA MISSÃO




Em uma determinada Igreja que trabalhamos há algum tempo atrás, tivemos a iniciativa de desenvolver um desafio bem interessante: “Jesus para o quarteirão!” Nada mais era do que um incentivo para que todos os crentes daquela igreja tivessem o entusiasmo de fazer uma visita aos seus vizinhos do quarteirão, deixar uma palavra de ânimo das Escrituras e convidar para um culto em uma data específica.
Essa igreja tinha, na maioria de seus membros, muitos idosos dos quais uma grande parte já fazia era da Igreja há um bom tempo. Foi muito bom ver a reação positiva daqueles irmãos e irmãs. Muitos atenderam ao desafio e proclamaram Jesus para o seu quarteirão. O mais interessante também foi ouvir de vários irmãos e irmãs que nunca tinham percebido que podiam fazer missões em seus quarteirões.
Quando Jesus disse em Marcos 16: 15: “ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura”, é preciso entender que a palavrinha “ide” indica “indo”. Ou seja, à medida que você for, você vai pregando o Evangelho. A partir daí temos uma boa indicação missionária. Onde o discípulo de Jesus estiver, as pessoas ao redor terão a oportunidade de ouvir e ver o evangelho da salvação.
A missão de pregar o Evangelho não pode ser uma exclusividade de alguns. Mas todos os crentes devem ter como exclusividade o viver e testemunhar o Evangelho. Não é preciso fazer um deslocamento longínquo para que se realize uma missão. A missão está a partir do local onde você se encontra.
Que tal começar hoje a fazer missões? Você não precisa realizar nada formal para isso. Basta ter um coração disposto a viver em Jesus, conscientizar de seu chamado para realizar sua função de agente do reino de Deus e estar sensível à direção do Espírito.
Sua missão começa a partir de seu coração. Trabalhe internamente em você pedindo ao Senhor para que te envolva nos projetos de dele. Depois disso, veja que sua casa já é o seu primeiro campo missionário. Seu cônjuge, seus filhos, seus pais e toda sua família são as vidas que Deus te deu para falar e testemunhar de Jesus. E, depois, coloque o quarteirão como objeto de seu amor e do alcance do Evangelho. Depois disso você vai ver que já estará completamente envolvido com a missão do Reino. A alegria tomará conta de seu coração por compreender o seu papel no ministério de Cristo. Lembre-se: seu quarteirão, sua missão.

Rev. Natanael Flávio de Moraes

sábado, 11 de agosto de 2012

A ALEGRIA DE SER PAI


Enfim, mais um dia dos pais! Sem nenhuma dúvida é um dia festivo e alegre. Claro que não se compara com as impactantes propagandas dos dias das mães e natal. Mas também é um dia que emociona.
Na verdade o dia dos pais é uma demonstração de gratidão e honra aos pais. Pelo menos àqueles pais que se esforçam a viver dando atenção à sua casa, zelando pelos seus filhos e sendo amoroso para com sua esposa.
Ser pai é um grande privilégio, além de uma grande honra também. Sou grato a Deus pela alegria de ser pai. Lembro-me quando no dia dos pais de 1997, estava levando Kenia para o hospital. Era um momento de muita expectativa para nós, afinal era o nosso primeiro filho. Teríamos a sensação de ser mãe e pai. No dia seguinte, nasceu o Juninho. Senti, pela primeira vez, o que já ouvira de outros pais de primeira viagem: “o estar bobo”. É um misto de alegria e responsabilidade que faz, a partir daquele momento, nos sentir ainda mais ponderado em cada ação dali para frente.
Dois anos e meio depois, estava novamente no mesmo hospital, pensando que estava pronto para o nascimento do Asafe. O misto de sentimento foi o mesmo. Percebi que ser pai é a oportunidade de completar o amor. Creio que aquele sentimento é uma sublime demonstração do amor compartilhado de Deus por nós.
O dia dos pais é a melhor oportunidade de refletirmos sobre o amor do Pai do céu. Afinal, nunca encontraremos qualidades plenas de um pai a não ser em Deus. Um amor eterno, um desejo de jamais desistir de seus filhos, uma alegria pela realização deles é o que vemos em Deus. Ainda mais: um amor incondicional a ponto de entregar o seu próprio Filho por amor aos demais. Para nós pais, esse dia é importante para perceber que seremos pais ainda mais atenciosos e completos se vivermos como filhos nas mãos do Senhor.
Que nesse dia dos pais, sejamos gratos ao nosso Pai. Afinal foi ele quem nos fez e dele somos. Sejamos gratos pelo dele amor por nós. Também cada um agradeça pelo seu pai. Conviva e converse mais com ele. Ele será sempre seu paradigma quando você se torna pai ou mãe. O dia dos pais não tem o seu valor necessariamente em seus presentes. Para cada pai o abraço, o beijo e os seus parabéns são o suficiente para deixá-lo completo. Afinal ele sempre vai vê-lo como o pequeno garotinho ou garotinha que precisa de um colo e uma voz confortadora e incentivadora.

Rev. Natanael Flávio de Moraes